O NB Notícias apurou, com exclusividade, a identidade dos três homens presos nesta segunda-feira (19) no âmbito da investigação sobre a morte do empresário Claudir Ademir Boroto, de 53 anos. Ele foi morto na madrugada do dia 29 de agosto, em sua residência, no interior de Farroupilha. Entre o crime e as prisões, passaram-se 51 dias.
Segundo a apuração da reportagem, são eles Evandro De Bortoli, de 45 anos, Fernando Prestes, de 36, e Giliade da Silva de Oliveira, de 20. As prisões são temporárias, decretadas pela Justiça a pedido da investigação — medida que tem prazo determinado e não representa condenação.
O que diz a investigação
De acordo com o delegado Fernando Cruz Alexandre, que conduz o caso, Evandro De Bortoli é apontado como o homem que teria arquitetado a morte do empresário. Ainda segundo o delegado, os dois eram amigos de longa data e faziam negócios com frequência, e a motivação apurada seriam dívidas que De Bortoli teria com a vítima.
Fernando Prestes seria funcionário de De Bortoli e, conforme a apuração policial, teria sido chamado para executar o crime, auxiliado por Giliade de Oliveira. O jovem de 20 anos não teria ligação anterior com De Bortoli e teria recebido cerca de R$ 2 mil para participar, segundo a investigação.
A polícia também aponta De Bortoli como responsável por buscar os outros dois investigados depois que, conforme a apuração, teria sido ateado fogo no veículo da vítima, um Jeep Renegade.
Nenhum dos três tem antecedentes criminais, conforme apurou a reportagem.
O que diz a defesa
Os três são defendidos pelo advogado Vinicius Boniatti. Ele afirmou ao NB que acompanhou o cumprimento dos mandados de busca e apreensão e de prisão, e que agora está se inteirando do conteúdo da investigação — que classificou como complexa e extensa — para definir quais providências adotará com o objetivo de buscar a libertação dos três.
Como foram presos
Evandro De Bortoli e Fernando Prestes foram capturados enquanto prestavam depoimento na 1ª e na 2ª delegacias de Bento Gonçalves. Giliade de Oliveira foi preso no local onde trabalhava, também em Bento Gonçalves.
Segundo o delegado Fernando Cruz Alexandre, o esclarecimento do caso resultou de um trabalho investigativo longo e detalhado, que envolveu a coleta e a análise de um grande volume de imagens de videomonitoramento. A partir desse material, de acordo com o delegado, foi possível reconstruir os deslocamentos dos investigados e estabelecer a sequência dos acontecimentos na noite do crime. Essas diligências, somadas a técnicas de investigação, levaram à identificação dos três.
A prisão temporária tem prazo fixado em lei e pode ser prorrogada. Encerrado o período, os investigados devem ser liberados, salvo se a Justiça converter a medida em prisão preventiva.