Região Violência sem fim
Rio Grande do Sul chega a 52 feminicídios em 2026
Mulher de 47 anos foi morta pelo companheiro dentro de casa neste domingo (23) em Nova Prata; município registra o segundo caso no ano
23/08/2026 16h31
Por: Marcelo Dargelio

O Rio Grande do Sul chegou a 52 feminicídios registrados em 2026. O caso mais recente ocorreu na tarde deste domingo (23), em Nova Prata, na Serra Gaúcha, onde uma mulher de 47 anos foi morta a facadas pelo companheiro, de 67.

O crime aconteceu por volta das 13h, em uma residência na Rua Tancredo Neves, no bairro Basalto. Após matar a companheira, o homem cometeu suicídio. A identidade da vítima ainda não havia sido divulgada.

Conforme a delegada Liliane Pasternak Kramm, titular da Delegacia de Polícia de Nova Prata, o casal estava junto havia cerca de um ano e meio. A relação seria marcada por conflitos associados a ciúmes.

A mulher não possuía medida protetiva em vigor. No entanto, havia registrado uma ocorrência policial contra o companheiro em agosto de 2025, por violência psicológica e ameaça.

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A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio. A apuração deverá esclarecer todas as circunstâncias do crime.

Segundo feminicídio do ano em Nova Prata

Esta é a segunda mulher vítima de feminicídio em Nova Prata em 2026. Em fevereiro, a ex-vereadora Roseli Vanda Pires Albuquerque, também de 47 anos, foi morta por estrangulamento dentro do apartamento onde morava. O ex-companheiro dela foi apontado como autor e encontrado morto no local.

Roseli havia exercido dois mandatos na Câmara de Vereadores e trabalhava como diretora administrativa da Secretaria Estadual do Esporte e Lazer. O crime provocou manifestações e homenagens no município.

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Em todo o ano de 2025, o Rio Grande do Sul registrou 80 feminicídios consumados e 263 tentativas.

Saiba onde pedir ajuda

Mulheres em situação de violência podem buscar orientação ou registrar uma denúncia pelo Ligue 180, serviço gratuito que funciona 24 horas. O atendimento também está disponível pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180.

Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação do Ministério das Mulheres é acionar a Brigada Militar pelo telefone 190. Familiares, vizinhos e testemunhas também podem denunciar.