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Dor no joelho é condição comum entre adultos brasileiros
Uma pesquisa revelou um percentual mais elevado entre mulheres com dor na articulação dos joelhos. Médico ortopedista e traumatologista explica as ...
19/02/2025 13h16
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Agência Dino

Cerca de 69% dos brasileiros acima de 18 anos sentem dores na articulação do joelho, segundo a pesquisa Saúde e qualidade de vida: A relação com os pés, tornozelos e joelhos, realizada em 2017 pela empresa brasileira Pés Sem Dor. 

O estudo ouviu 3.316 brasileiros, dos quais 65,3% dos homens e 70,6% das mulheres afirmaram ter alguma dor nos joelhos. Entre os entrevistados que declararam sentir dor, 12,2% dos homens e 18,6% das mulheres disseram ter dor intensa.

O médico ortopedista e traumatologista pós graduado em medicina esportiva e cirurgião de joelho, Dr. Carlos Fontes Filho, pontua que o alto índice de adultos com dores na articulação do joelho pode ser atribuído a uma combinação de fatores. “Esse dado pode ser atribuído ao envelhecimento da população, ao aumento de sobrepeso, obesidade e ao sedentarismo”. 

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Dr. Carlos Fontes Filho ressalta que, especificamente, a obesidade exerce uma pressão extra sobre as articulações, especialmente a do joelho, o que pode resultar em desgaste e dor. Segundo ele, o aumento do número de pessoas com doenças crônicas, como artrite, também pode contribuir para a alta prevalência dessas dores.

“As principais causas das dores incluem o desgaste natural das articulações – conhecido como osteoartrite –, lesões traumáticas – como entorses e fraturas, que podem provocar lesões meniscais e ligamentares –, sobrecarga por atividades físicas inadequadas ou repetitivas e doenças inflamatórias, como artrite reumatoide”, detalha o especialista. 

Conforme explica o médico, a dor no joelho tende a ser mais prevalente em pessoas acima dos 40 anos, justamente por conta da osteoartrite. No entanto, fatores como lesões anteriores, obesidade e práticas de atividades físicas de alto impacto também podem resultar em dores nas articulações em faixas etárias mais jovens.

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“A prevenção envolve hábitos saudáveis, como manter um peso adequado para reduzir a sobrecarga nas articulações, praticar atividades físicas que fortalecem a musculatura ao redor do joelho, como a musculação, natação, bicicleta e caminhada regularmente, evitar lesões por meio de técnicas adequadas de exercício e uso de calçados adequados, além de realizar alongamentos e aquecimentos antes de atividades físicas”, indica Dr. Carlos Fontes Filho.

Tratamentos e avanços tecnológicos na medicina

De acordo com o ortopedista e traumatologista, o tratamento varia conforme a causa, mas pode incluir fisioterapia, medicamentos anti-inflamatórios, uso de órteses para alívio da pressão e, em casos mais específicos, intervenções cirúrgicas, como a artroscopia ou até a substituição total do joelho, conhecida como artroplastia.

“Quando não tratada, a dor no joelho pode evoluir para condições mais graves, como a perda de função da articulação e deformidades. Quanto mais cedo se buscar ajuda médica, melhores as chances de um tratamento eficaz e recuperação mais rápida”, alerta o especialista.

Segundo o médico, em casos avançados, a dor negligenciada pode levar a uma osteoartrite severa – condição na qual a cartilagem do joelho se desgasta por completo –, dificultando até mesmo movimentos simples. 

“Mesmo em casos de osteoartrite severa, há tratamento. Nessas condições, é importante buscar avaliação médica para estudar opções de tratamentos mais invasivos, como infiltrações ou a prótese de joelho”. 

A medicina evoluiu significativamente no tratamento das dores no joelho, principalmente com o uso de técnicas minimamente invasivas, como a artroscopia, que permite a visualização e tratamento da articulação sem grandes incisões.

“Tratamentos como as infiltrações de ácido hialurônico e terapias com os chamados ortobiológicos têm se mostrado eficazes para aliviar a dor e proteger a cartilagem. A robótica também tem sido uma grande aliada nas artroplastias do joelho, oferecendo maior precisão e recuperação mais rápida”, lembra o médico. 

Uma revisão de estudos sobre o uso de injeções intra-articulares de ácido hialurônico no tratamento da osteoartrite concluiu que a técnica é amplamente utilizada há mais de três décadas. A análise também apontou que o procedimento é seguro e eficaz, capaz de fornecer alívio adequado da dor e melhora funcional por até seis meses, e combinado com outros medicamentos ou moléculas, apresenta resultados ainda melhores.

Para mais informações, basta acessar: http://drcarlosfontesfilho.com.br/