Política Eleições 2024
Saiba porque um candidato com um voto é suplente e outro com 700 votos não
Indicação chamou a intenção de internautas que não entenderam quais os critérios utilizados pelo TSE.
09/10/2024 11h28 Atualizada há 1 ano
Por: Marcelo Dargelio
Partidos que não tiveram vereadores eleitos não têm candidatos suplentes - Foto: Reprodução

Internautas que acessaram a plataforma das eleições alertaram o NB Notícias sobre a classificação de aguns candidatos que tiveram pouquíssimos votos como suplentes e candidatos com centenas de votos não. Eles questionaram a reportagem sobre quais os critérios utilizados pelo Tribunal Superior Eleitoral para essa classificação.

Para elucidar essa questão, a reportagem do NB Notícias foi atrás desta informação. Em Bento Gonçalves, por exemplo, tivemos casos como o da candidata Verônica De Biasi, que teve apenas um voto, e aparece como suplente de vereador do União Brasil. O mesmo caso aconteceu com Eliane Tartari, que fez apenas seis votos, também aparece como suplente de vereador do Republicanos. Em contrapartida, tivemos o candidato João Lima, com seus 729 votos pelo Podemos e considerado não eleito. O mesmo acontece com Milton Milan, que fez 679 votos e aparece como não eleito pelo Partido Novo.

O cenário contraditório é explicado por diferenças no desempenho dos respectivos partidos na eleição proporcional. Segundo o TSE, para alguém ser considerado um possível substituto, é necessário que seu partido ou federação tenha conseguido eleger pelo menos um representante para o Legislativo. Quando isso ocorre, automaticamente todos os demais candidatos da mesma legenda ou federação são classificados como suplentes e passam a figurar em uma lista por ordem decrescente de votação. Quando uma vaga é aberta, o "candidato reserva" mais votado é convocado a assumir. Se ficar disponível mais uma cadeira, o segundo melhor colocado também é chamado, e assim sucessivamente. Nessa situação, o futuro vereador não precisa ter atingido nenhum patamar mínimo de votação.

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Já os partidos ou federações que não emplacaram nenhum nome na Câmara de Vereadores, não formam uma "lista de espera" porque, simplesmente, não existe uma vaga original a ser ocupada. Por isso, candidatos de partidos como Podemos, Novo e PT são considerados não eleitos.