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Cuidado com a pele começa cada vez mais cedo
Conceito de evitar o envelhecimento de forma natural e minimamente invasiva vem se popularizando nos consultórios e tem até nome: “prejuvenation”
29/08/2024 13h30
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Agência Dino

O brasileiro é vaidoso e a quantidade de cirurgias plásticas e procedimentos estéticos realizados no país comprova isso. Segundo os dados mais recentes da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS, na sigla em inglês), o país é o segundo que mais realiza intervenções – sejam elas invasivas ou não –, perdendo apenas para os Estados Unidos. 

Segundo a pesquisa, em 2023, foram realizados mais de três milhões de procedimentos no Brasil. Destes, cerca de 1,2 milhão eram as chamadas intervenções não cirúrgicas, como tratamentos injetáveis, peelings e afins. A aplicação de toxina botulínica ainda é campeã dos consultórios, representando 47,7% dos procedimentos, seguido dos preenchimentos de ácido hialurônico, com 35,9%.

Contudo, na contramão dessa estatística estão aquelas pessoas que buscam retardar os sinais do tempo de forma menos invasiva. Esse movimento acontece em todo o mundo, e foi batizado nos Estados Unidos de “prejuvenation”, uma mistura das palavras “prevention” e “rejuvenation” (“prevenção” e “rejuvenescimento”, em tradução livre).

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O neologismo traz justamente o conceito de adotar medidas para prevenir o envelhecimento cedo, antes mesmo dos primeiros sinais começarem a aparecer. E, assim, evitar qualquer tipo de intervenção cirúrgica ao máximo.

“É claro que isso não quer dizer que vamos abrir mão dos preenchedores de ácido hialurônico”, destaca a Dra. Alessandra Drummond, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em laser e tratamentos anti-aging. “Até porque para abordar o rejuvenescimento, precisamos fazer pontos de sustentação na face e repor áreas estruturais e isso somente os preenchedores conseguem fazer. O resultado ainda assim pode ser muito natural, quando há um domínio da anatomia do rosto”, completa. 

Prevenir para não intervir

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Após anos nos quais só se falava em “harmonização facial”, agora, a palavra da vez, segundo a especialista, é “colágeno”. E a preocupação com a sua perda tem começado cada vez mais cedo. Assim, tem se tornado cada vez mais comum ver jovens buscando os consultórios dermatológicos a fim de fazer uma espécie de “banco de colágeno” para envelhecer melhor.

E é aqui que entram os aliados da pele, que funcionam como preventivos ao estimular o organismo a produzir o seu próprio colágeno, gerando resultados mais naturais. Segundo a dermatologista, o uso de tecnologias como o ultrassom microfocado, os tratamentos a laser e os bioestimuladores injetáveis são os mais populares. “[Esses tratamentos] podem ser combinados entre eles, inclusive em uma mesma sessão”, diz a Dra. Drummond.

O cuidado começa e continua em casa

Além dos procedimentos nos consultórios, é preciso ter disciplina e manter os cuidados com a pele em casa, pontua a dermatologista. O uso de protetor solar e hidratante, além de uma boa alimentação e consumo de água, por exemplo, são essenciais. E esse conhecimento já se reflete no mercado. Segundo pesquisa da Kantar, as mulheres compram, em média, 11 produtos de skincare por ano.

Ou seja, não basta apenas consultar o especialista para injetar algo na pele e “pronto”.  “Hoje, quando o paciente me procura buscando rejuvenescer ou simplesmente envelhecer melhor, eu explico que precisamos desenvolver uma estratégia. E que não adianta apenas injetarmos [produtos], sem antes tratar qualidade de pele e o estímulo de colágeno”, ressalta a dermatologista.

“O ideal é fazer um planejamento anual, mas sempre com muita atenção às características individuais do paciente. Não sou a favor de padronizar o que é belo. Cada um tem o seu próprio belo”, ressalta. 

Por fim, é preciso destacar, também, a importância de se buscar profissionais capacitados na hora de realizar qualquer tipo de procedimento, mesmo que seja do tipo não-cirúrgico. Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), “somente o profissional médico é quem possui a autorização legal, para realizar a indicação e execução de procedimentos estéticos invasivos de acordo com a lei 12.842/2013 (lei do ato médico)”.

De acordo com a instituição, é esse profissional que saberá identificar doenças ou qualquer outro fator que impeça a realização de algum tipo de intervenção, bem como tratar eventuais intercorrências durante ou após o tratamento. 

“Eu acho muito válido manter a auto estima em dia, se sentir bem e querer investir na beleza, desde que tudo seja feito com segurança, colocando sempre a saúde em primeiro lugar e sem exageros”, finaliza..

Para mais informações, basta acessar: https://alessandradrummond.com.br/