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Tragédia no RS: comissão decide sobre diligência no Vale do Taquari
A comissão temporária externa do Senado que acompanha o enfrentamento da calamidade no Rio Grande do Sul (CTERS)poderá visitar a cidade de Lajeado ...
07/06/2024 17h10
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Agência Senado

A comissão temporária externa do Senado que acompanha o enfrentamento da calamidade no Rio Grande do Sul (CTERS)poderá visitar a cidade de Lajeado para conhecer os efeitos das enchentes no Vale do Taquari. Requerimento com este objetivo será votado nareunião do colegiado agendada paraterça-feira (11), às 14h,como único item da pauta.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), relator da comissão, é o autor do requerimento ( REQ 11/2024 — CTERS ) que cita a “situação crítica pela qual passa o povo gaúcho em razão das vastas chuvas”e recomenda uma diligência externa “para atestar, in loco, a realidade e as necessidades daqueles brasileiros”.

Mourão é autor do plano de trabalho da CTERS, que contém uma lista de proposições consideradas prioritárias para o enfrentamento da calamidade no estado e prevê uma série de audiências públicas sobre o tema. Os membros da comissão já visitaram o Rio Grande do Sul em 23 de maio , quando ouviram reivindicações do governador Eduardo Leite e conheceram vítimas da tragédia em Canoas e São Leopoldo.

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A comissão foi criada por iniciativa do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, para centralizar os pedidos de projetos de lei e emendas constitucionais de interesse do Rio Grande Sul após as enchentes. Instalado em 7 de maio , o colegiado é presidido pelosenador Paulo Paim (PT-RS),tendo os senadores Ireneu Orth (PP-RS)comovice-presidente.Também compõem a comissão ossenadores Esperidião Amin (PP-SC), Alessandro Vieira (MDB-SE), Jorge Kajuru (PSB-GO), Leila Barros (PDT-DF) e Astronauta Marcos Pontes (PL-SP).

Calamidade

Alvo de um esforço nacional para reconstrução, o Rio Grande do Sul tem o desafio de reerguer sua infraestrutura com vistas a adaptar-se para novos eventos climáticos extremos. As enchentes atingiram diretamente mais de 2,3 milhões de pessoas no estado, obrigando mais de 600 mil a abandonarem suas casas. Ao mesmo tempo, a infraestrutura do estado foi severamente danificada, com destruição de estradas, pontes e alagamento até do aeroporto internacional de Porto Alegre. A proteção da capital para enchentes de nada adiantou.

Dados da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul apontam que 90% da indústria do estado foi atingida pelas cheias, de proporções inéditas. Ao mesmo tempo, houve perda de grande parte da safra e extensas áreas agricultáveis permanecem alagadas. De acordo com a Associação Riograndense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar), entre 30 de abril a 24 de maio, mais de 206 mil propriedades rurais foram afetadas pelas enchentes, com prejuízos em produção e infraestrutura. Será preciso recuperar mais de 3,2 milhões hectares de terras para cultivo afetadas pelas enchentes.

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Os últimos dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul apontam 476 municípios afetados, 172 óbitos confirmados, 44 pessoas desaparecidas e 806 pessoas feridas.