Economia Boa notícia
Governo Federal quita dívidas do Brasil com organizações internacionais
A quitação foi anunciada por Renata Amaral, Secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério do Planejamento e Orçamento.
24/12/2023 14h05
Por: Marcelo Dargelio

Em uma decisão estratégica e econômica significativa, o governo federal se comprometeu a quitar todas as dívidas do país com organismos e fundos internacionais até o final de 2023. A quitação foi anunciada por Renata Amaral, Secretária de Assuntos Internacionais e Desenvolvimento do Ministério do Planejamento e Orçamento. Mais de 80% do valor já foi pago, com o restante sendo liquidado até 31 de dezembro.

De acordo com Amaral, o Brasil acumulou um saldo devedor de aproximadamente R$ 5 bilhões com cerca de 120 organizações internacionais, incluindo débitos de anos anteriores e obrigações referentes a 2023. Até esta quinta-feira, 14 de dezembro, o governo já havia efetuado o pagamento de R$ 4,39 bilhões dessas dívidas.

A Secretária informou que o saldo restante, cerca de R$ 600 milhões, será regularizado até o dia 31 deste mês. A Junta de Execução Orçamentária (JEO), órgão responsável pela deliberação de questões orçamentárias no governo, já autorizou a quitação do saldo devedor restante, e os procedimentos necessários para estes pagamentos estão em curso.

Continua após a publicidade

A lista de dívidas já quitadas inclui pagamentos a organizações de grande importância com as quais o Brasil estava inadimplente. Destacam-se os montantes regularizados junto à ONU (R$ 288,8 milhões), à Organização Internacional do Trabalho (OIT) com R$ 171,2 milhões, e à Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) com R$ 139,7 milhões.

Outro ponto notável foi a regularização com o Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem), crucial para a política externa brasileira. Essa dívida, no valor de US$ 99 milhões (equivalente a R$ 495 milhões), foi paga em abril.

Esses pagamentos representam um passo importante na direção da responsabilidade fiscal e do compromisso internacional do Brasil. Para evitar futuros atrasos, Amaral explica que as despesas anuais do governo junto a organismos internacionais serão classificadas como obrigatórias a partir de 2024. Até o momento, esses gastos eram considerados discricionários, o que levou ao não pagamento em várias ocasiões nos últimos seis anos, especialmente diante da necessidade de contingenciamento de verbas.

Continua após a publicidade

Essa mudança na classificação das despesas representa uma nova abordagem do governo brasileiro, assegurando que o Brasil mantenha seus compromissos financeiros internacionais e fortaleça sua posição e credibilidade no cenário global.