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Leite coordena reunião sobre parceria público-privada em escolas gaúchas
O governador Eduardo Leite coordenou, na manhã desta quinta-feira (9/11), reunião para debater as premissas do projeto de parceria público-privada ...
09/11/2023 13h39
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Secom RS

O governador Eduardo Leite coordenou, na manhã desta quinta-feira (9/11), reunião para debater as premissas do projeto de parceria público-privada (PPP) em educação. A iniciativa buscará parceiro privado para qualificar a infraestrutura de 100 escolas gaúchas.

A PPP beneficiará 60.568 alunos de Alvorada, Bento Gonçalves, Cachoeirinha, Canoas, Caxias do Sul, Cruz Alta, Gravataí, Novo Hamburgo, Pelotas, Porto Alegre, Rio Grande, Santa Maria, São Leopoldo, Sapucaia do Sul e Viamão, municípios que integram o programa RS Seguro. O objetivo do projeto é transformar a realidade social de crianças, jovens e adultos das áreas mais vulneráveis do Rio Grande do Sul.

“Temos que repensar nossas escolas, começando pelas estruturas físicas existentes. Ir além do atendimento básico. Oferecer espaços mais atraentes e interessantes, que sejam referências para as comunidades. O parceiro privado será importante para manter esses ambientes em boas condições”, disse o governador.

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As 100 instituições de ensino foram selecionadas a partir de dados que identificaram áreas de maior vulnerabilidade social. A partir de agora, outras premissas serão debatidas em reuniões de trabalho com os técnicos das secretarias de Parcerias e Concessões (Separ) e da Educação (Seduc) e com a SP Parcerias, que é a responsável por estruturar a PPP.

“A parte pedagógica não muda nessas escolas. A parceria público-privada será focada na melhoria da infraestrutura. Vamos definir quais são as obras necessárias e os itens que a PPP vai oferecer nessas instituições de ensino. Vamos determinar se teremos que construir novos espaços de esporte, de cultura e lazer, assim como quais equipamentos de tecnologia vão ser adquiridos, entre outros pontos”, salientou o titular da Separ, Pedro Capeluppi.

O valor total do investimento será definido com base em visitas técnicas e diagnóstico da estrutura das escolas. Outro ponto que será indicado de acordo com os estudos feitos na estruturação é o período em que o parceiro privado vai atuar nas 100 instituições de ensino. Em outras PPPs similares já realizadas para a educação, como em Belo Horizonte, o prazo da concessão foi de 20 anos.

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“Temos total confiança no projeto. Hoje, os diretores de escola perdem muito tempo tendo que lidar com questões burocráticas de obras de infraestrutura. Nessas 100 escolas, isso ficará a cargo do parceiro privado e o diretor poderá se dedicar mais ao apoio pedagógico”, afirmou a titular da Seduc, Raquel Teixeira.

Como funcionará

O parceiro privado ficará encarregado de requalificar a infraestrutura das escolas e prestar serviços de apoio que não interferirão nas atividades pedagógicas. Entre esses serviços, estão, por exemplo, conservação e manutenção predial, conectividade, zeladoria, higiene e limpeza, segurança e vigilância, jardinagem, controle de pragas, fornecimento de utilidades, gestão de resíduos sólidos e fornecimento de mobiliário e equipamentos. Não há previsão de qualquer intervenção pedagógica nas instituições de ensino.

A estruturação do projeto, em conjunto com a Separ, está a cargo da empresa SP Parcerias, responsável por projetos semelhantes em municípios como São Paulo e Porto Alegre.

Cronograma

A fase de estruturação da PPP da Educação também envolverá a realização de audiências e consultas públicas. Com todas as etapas de escuta da população realizadas, o governo prevê a publicação do edital para o segundo semestre de 2024.

Após isso, ocorrerá a licitação, projetada para o primeiro semestre de 2025, quando será definido o parceiro privado para executar os serviços previstos no contrato. As obras nas escolas devem iniciar ainda em 2025.

Texto: Lucas Barroso/Ascom Separ
Edição: Camila Cargnelutti/Secom