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Rio Grande do Sul tem o segundo menor excesso proporcional de óbitos durante a pandemia entre 2020 e 2021
Entre 2020 e 2021, período da pandemia de coronavírus, o Rio Grande do Sul teve o segundo menor excesso proporcional de óbitos do país, ficando atrás apenas do Piauí.
09/03/2022 18h05
Por: Marcelo Dargelio Fonte: Secom Rio Grande do Sul
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Entre 2020 e 2021, período da pandemia de coronavírus, o Rio Grande do Sul teve o segundo menor excesso proporcional de óbitos do país, ficando atrás apenas do Piauí. A informação foi apresentada na terça-feira (8/3), durante reunião do Gabinete de Crise, que elaborou o levantamento a partir de dados obtidos em parceria com a Vital Strategies e a Impulso.

O excesso de óbitos busca identificar o diferencial do número de óbitos por causas naturais durante a pandemia em comparação com os óbitos esperados para o mesmo período. “Para cada Estado, analisando a quantidade de óbitos que ocorriam antes da pandemia por causas naturais, se traçou o esperado de óbitos para o período. No caso do Rio Grande do Sul, o número de óbitos que ocorreu foi 24,2% acima do esperado. No Brasil, foi 34,5%, e no Amazonas, que foi o Estado com a maior excesso, por exemplo, os óbitos ficaram 66,5% acima do esperado”, explica Pedro Zuanazzi, diretor do Departamento de Economia e Estatística (DEE) da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG).

O excesso proporcional de óbitos leva em consideração as diferenças populacionais de gênero e pirâmide etária, além de suplantar o problema da subnotificação. Zuanazzi destaca que o acompanhamento desse dado é importante porque corrige uma série de distorções que podem ocorrer entre os Estados ao se analisar apenas a taxa de mortalidade por Covid-19.

O Rio Grande do Sul apresenta atualmente a 12ª maior taxa de mortalidade por Covid-19 entre os Estados. No entanto, apresenta apenas o segundo menor excesso proporcional de óbitos do Brasil. Ao longo de 2020, o RS apresentou o menor excesso proporcional de óbitos do país (10%).

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Com o agravamento da pandemia no início de 2021, elevaram-se substancialmente os óbitos. Mesmo assim, o Estado fechou 2021 com o 10º menor excesso proporcional de óbitos do país (36,4%). Nos últimos dois anos, o Rio Grande do Sul teve o menor excesso da região sul e, no acumulado da pandemia, apresenta a segunda menor taxa do Brasil.

Metodologia

A metodologia de excesso de óbitos consiste em subtrair de um total de óbitos observado uma quantidade de óbitos estimada para obter uma quantidade além do esperado para um período específico.

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A quantidade que supera o que seria esperado é denominada de excesso de óbitos. Para tanto, se consideram todos os óbitos por causas naturais.
Ao se relacionar a quantidade de óbitos em excesso com o total de esperados se obtém o excesso proporcional, uma medida do percentual de óbitos que superou o que já seria esperado para cada localidade, levando em consideração gênero e pirâmide etária.

Para produzir essa estimativa, a Vital Strategies projeta, a partir dos dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Datasus de 2015 a 2019, o total de óbitos esperados para 2020 e 2021 para cada faixa etária. Os óbitos de 2020 e 2021 têm como fonte os dados do Portal da Transparência do Registro Civil.

De posse desse número, se calcula o excesso de óbitos por semana epidemiológica, levando-se em consideração gênero, idade e localidade de óbito:
Excesso de óbitos = óbitos observados – óbitos esperados

• Clique aqui e acesse o levantamento mais recente sobre excesso de óbitos e taxa de mortalidade no Brasil.

Texto: Thamíris Mondin
Edição: Marcelo Flach/Secom