Geral Atmosfera
Moradores de Bento Gonçalves gravam entrada de satélite russo na atmosfera
Quatro amigos estavam em uma casa no bairro Borgo, quando avistaram o objeto no céu na noite da segunda-feira, 3 de janeiro.
06/01/2022 12h51
Por: Marcelo Dargelio

Moradores de Bento Gonçalves filmaram a reentrada do satélite russo, identificado como Cosmos 1437, na noite da segunda-feira, 3 de janeiro. A movimentação de uma grande e lenta bola de fogo foi vista por moradores dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, além de algumas pessoas de cidades no Uruguai.

De acordo com a Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon), o objeto tem quase 40 anos e foi lançado pela então União Soviética em 1983. O satélite entrou na atmosfera por volta das 20h30min. Os amigos Lucas Zatt Sganzerla, Bruno Guarda, Felipe Balotin e Felipe Vanni (autor da filmagem), estavam em uma casa no bairro Borgo, quando avistaram uma pequena bola iluminada cruzando o céu. Inicialmente, pensou-se que era mais um satélite do bilionário Elon Musk cruzando os céus.

Porém, o que impressionou o grupo de amigos foram as piruetas que o objeto fazia, girando em diversos sentidos. Os movimentos do objeto começaram a intrigar os amigos, que começaram a acreditar que se tratava de um OVNI. "Fomos pesquisar sobre o assunto e aí descobrimos que se tratava do satélite russo que reentrou na atmosfera", revelou Lucas Sganzerla.

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A Rede Brasileira de Observação de Meteoros (Bramon) identificou o objeto a partir de previsões já feitas com a observação da deterioração da órbita do satélite, e a organização Aerospace, especializada em ciência e engenharia espacial, registrou a reentrada e a trajetória do objeto.

Confira o vídeo do satélite feito por Felipe Vinni

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O Cosmos 1437 (de código NORAD13770), foi lançado em 20 de janeiro de 1983 em um foguete Vostok-2M, no Cosmódramo de Plesetsk, na antiga União Soviética. O equipamento não representa nenhum risco à região, pois a maior parte dos detritos vaporizaram durante a reentrada, e as maiores partes, provavelmente caíram no oceano. O satélite pode ser classificado como “lixo espacial”, peças lançadas à órbita que voltam à terra ao final da sua vida útil.