Polícia e Segurança Justiça
Meta terá que informar sobre exclusão de mensagens em caso de morte por 'rope jump'
Decisão exige esclarecimentos sobre WhatsApp e Instagram da empresa responsável; interrogatório dos réus está mantido para esta terça-feira (3)
03/11/2026 09h49
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Justiça de São Paulo ordenou que a empresa de tecnologia Meta informe se mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp sobre o salto de rope jump que causou a morte de uma jovem em Limeira (SP) foram apagadas pelos investigados. A decisão exige ainda esclarecimentos sobre a desativação do perfil oficial da empresa Entre Cordas na rede social Instagram.

O processo apura a tragédia ocorrida em 13 de junho deste ano, na qual Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após ser lançada de uma altura de cerca de 40 metros sem a devida fixação da corda de segurança. Quatro pessoas respondem na Justiça por homicídio qualificado com dolo eventual — quando se assume o risco de matar. A administradora da página, Evelyne dos Santos Gonçalves, também responde por fraude processual.

A solicitação das informações à Meta atende a requisições formuladas pela defesa dos acusados. Contudo, o pedido dos advogados para adiar a audiência até o recebimento dos dados foi indeferido pelo magistrado, que destacou que o conteúdo digital não altera a apuração dos fatos principais nem prejudica a autodefesa dos réus.

Com a manutenção do cronograma judicial, o interrogatório de três dos réus — os instrutores Luís Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves — está confirmado para ocorrer nesta terça-feira (3).

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