O governador eleito do Rio Grande do Sul, Luciano Zucco (PL), manifestou-se nas redes sociais questionando a lisura do resultado do segundo turno das eleições presidenciais, que confirmaram a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Zucco citou a existência de "interferências abusivas" e "dados contraditórios" no pleito e afirmou que aguarda esclarecimentos, embora tenha ressaltado a responsabilidade de governar o Estado e defender os interesses dos gaúchos perante qualquer presidente da República.
O descontentamento manifestado por aliados do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) refere-se, em especial, à decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prorrogação por duas horas no horário de votação em seções eleitorais que registraram entraves no fluxo de eleitores. A medida havia sido solicitada pela campanha petista devido a problemas de transporte público, mas o próprio comitê de Flávio Bolsonaro também havia protocolado pedido semelhante para municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina em virtude das chuvas.
A declaração do futuro chefe do Executivo gaúcho gerou reação imediata na Assembleia Legislativa. O líder da bancada do PT, deputado Miguel Rossetto, classificou a posição do governador eleito como "inaceitável e preocupante". Rossetto pontuou que o resultado oficial foi chancelado pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, e enfatizou que a prorrogação das urnas atendeu a solicitações formuladas por ambas as candidaturas.