Uma casa abandonada que, segundo as forças de segurança, era utilizada para a venda e o consumo de drogas foi demolida pela Prefeitura de Bento Gonçalves nesta sexta-feira (23). A ação ocorreu no bairro Juventude, após uma operação policial que resultou na prisão de um homem de 23 anos por suspeita de tráfico de entorpecentes.
O imóvel ficava na esquina da BR-470 com a Rua Luis Tomedi e já era monitorado pelas forças de segurança. Conforme as informações divulgadas pelo município, durante a manhã, agentes flagraram a comercialização de drogas no local.
Na abordagem, um homem de 23 anos foi preso por tráfico. Outros dois homens, de 24 e 51 anos, foram identificados como pessoas que haviam acabado de adquirir entorpecentes.
Durante as buscas, o cão policial K9 Viper, do Grupamento de Operações com Cães da Guarda Civil Municipal (GCM), localizou 20 porções de substância semelhante a crack. Também foram apreendidos R$ 20 em dinheiro e um simulacro de arma de fogo.
Além de ser apontada como ponto de comercialização e consumo de drogas, a construção apresentava problemas de conservação. Segundo a Prefeitura, o terreno acumulava lixo e entulhos e tinha presença de ratos, situação que também preocupava os moradores da região.
A demolição foi realizada após a emissão de um laudo técnico do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (IPURB), com participação da Procuradoria-Geral do Município.
De acordo com o secretário municipal de Segurança, Gabriel Kellermann, a retirada da estrutura faz parte das ações desenvolvidas pelo município para impedir a utilização de imóveis abandonados por pessoas envolvidas com o tráfico e o consumo de drogas.
“Vamos deixar o ambiente limpo e em condições para que os moradores sigam com tranquilidade e para que aqui não seja mais um ponto de tráfico e consumo de drogas. É uma ação possível graças à união de todas as forças”, afirmou o secretário.
Após a demolição, o terreno passará por serviços de limpeza e retirada dos resíduos. A Prefeitura também anunciou a futura instalação de câmeras de videomonitoramento para acompanhar a movimentação na região.
A operação reuniu equipes da Guarda Civil Municipal, Polícia Civil, Brigada Militar e das secretarias municipais de Obras, Meio Ambiente e Mobilidade Urbana.
Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a situação jurídica do imóvel nem o prazo previsto para a instalação dos equipamentos de segurança.