Polícia e Segurança Veranópolis
Proprietário de escola de voleibol é preso investigado por crimes contra adolescentes
Homem de 29 anos é investigado por abusos contra alunos adolescentes, gravação ilegal de vídeos, fornecimento de bebidas e exercício ilegal da profissão
20/10/2026 20h31
Por: Redação
Foto: Reprodução

A Polícia Civil cumpriu, no final da manhã desta terça-feira (20), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 29 anos, proprietário de uma escola de voleibol em Veranópolis, na Serra Gaúcha. O investigado é suspeito de cometer uma série de crimes contra adolescentes com idades entre 14 e 17 anos, todos alunos de sua instituição esportiva.

Falsos atendimentos e abuso de autoridade

Segundo as informações prestadas pela Delegacia de Polícia de Veranópolis, o investigado realizava treinamentos e procedimentos de fisioterapia sem possuir graduação ou registro profissional para o exercício da atividade. A apuração aponta que o homem costumava promover confraternizações com os estudantes, nas quais fornecia bebidas alcoólicas e filmava os jovens embriagados e despidos.

A investigação revelou ainda que o suspeito atraía alunos para a sua própria residência sob o pretexto de realizar sessões de "liberação pélvica", alegadamente oferecidas como recompensa pelo desempenho dos atletas em treinos e competições. Nestas ocasiões, conforme os relatos reunidos no inquérito, ele deixava os adolescentes nus e praticava atos de natureza sexual.

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Alojamento sob videomonitoramento

Outro elemento detalhado pelas autoridades é a manutenção de um alojamento sob responsabilidade do investigado. O local abrigava estudantes vindos de outras cidades que residiam em Veranópolis para treinar, afastados de seus núcleos familiares.

De acordo com os investigadores, o homem mantinha controle sobre a rotina dos menores alojados, inclusive por meio de acesso a câmeras de videomonitoramento instaladas no interior do imóvel.

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Enquadramento legal e andamento do inquérito

Com base nas provas colhidas até o momento, a Polícia Civil apontou indícios da prática dos crimes de:

A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial. A identidade do homem não foi divulgada integralmente pelos órgãos de segurança. O inquérito policial prossegue em andamento para apurar se há outras vítimas envolvidas e a responsabilidade criminal será determinada no âmbito do processo judicial.