A Polícia Civil cumpriu, no final da manhã desta terça-feira (20), um mandado de prisão preventiva contra um homem de 29 anos, proprietário de uma escola de voleibol em Veranópolis, na Serra Gaúcha. O investigado é suspeito de cometer uma série de crimes contra adolescentes com idades entre 14 e 17 anos, todos alunos de sua instituição esportiva.
Falsos atendimentos e abuso de autoridade
Segundo as informações prestadas pela Delegacia de Polícia de Veranópolis, o investigado realizava treinamentos e procedimentos de fisioterapia sem possuir graduação ou registro profissional para o exercício da atividade. A apuração aponta que o homem costumava promover confraternizações com os estudantes, nas quais fornecia bebidas alcoólicas e filmava os jovens embriagados e despidos.
A investigação revelou ainda que o suspeito atraía alunos para a sua própria residência sob o pretexto de realizar sessões de "liberação pélvica", alegadamente oferecidas como recompensa pelo desempenho dos atletas em treinos e competições. Nestas ocasiões, conforme os relatos reunidos no inquérito, ele deixava os adolescentes nus e praticava atos de natureza sexual.
Alojamento sob videomonitoramento
Outro elemento detalhado pelas autoridades é a manutenção de um alojamento sob responsabilidade do investigado. O local abrigava estudantes vindos de outras cidades que residiam em Veranópolis para treinar, afastados de seus núcleos familiares.
De acordo com os investigadores, o homem mantinha controle sobre a rotina dos menores alojados, inclusive por meio de acesso a câmeras de videomonitoramento instaladas no interior do imóvel.
Enquadramento legal e andamento do inquérito
Com base nas provas colhidas até o momento, a Polícia Civil apontou indícios da prática dos crimes de:
Violação sexual mediante fraude;
Armazenamento de material pornográfico envolvendo adolescentes;
Corrupção de menores;
Fornecimento de bebida alcoólica a menor de idade;
Exercício ilegal da profissão.
A ordem de prisão preventiva foi expedida pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial. A identidade do homem não foi divulgada integralmente pelos órgãos de segurança. O inquérito policial prossegue em andamento para apurar se há outras vítimas envolvidas e a responsabilidade criminal será determinada no âmbito do processo judicial.