Cultura Luto na Música
Morre Benito di Paula, ícone do samba brasileiro, aos 84 anos
Cantor, compositor e pianista marcou os anos 1970 com sucessos como “Retalhos de Cetim” e “Charlie Brown”. Morte foi informada neste domingo (18).
18/10/2026 21h53
Por: Marcelo Dargelio
Músico lutava contra um câncer e estava internado no Hospital 9 de Julho - Foto: Murilo Alvesso/Divulgação

O cantor, compositor e pianista Benito di Paula morreu neste domingo, 18 de outubro, aos 84 anos, em São Paulo. Um dos nomes mais populares da música brasileira nos anos 1970, o artista ficou conhecido pelo estilo próprio de interpretar samba ao piano e por canções que atravessaram gerações.

Segundo as informações divulgadas sobre o falecimento, Benito estava internado no Hospital 9 de Julho, na capital paulista, e morreu em decorrência de complicações de um câncer. A causa da morte ainda depende de confirmação por fonte oficial.

Nascido Uday Vellozo, em 28 de novembro de 1941, em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro, o músico construiu uma carreira marcada pela mistura de samba, romantismo e interpretação ao piano.

Sucessos marcaram os anos 1970

 
Foi na década de 1970 que Benito di Paula alcançou projeção nacional com músicas como “Retalhos de Cetim”, “Charlie Brown”, “Mulher Brasileira”, “Vai Ficar na Saudade” e “Do Jeito que a Vida Quer”.

Suas composições ganharam espaço nas rádios, nos programas de televisão e nos repertórios de outros artistas brasileiros.

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Diferentemente de outros representantes do samba tradicional, Benito desenvolveu um estilo em que o piano assumia papel central, com uma interpretação marcada pelo ritmo e pela presença de elementos românticos.

O próprio artista preferia se definir como sambeiro e pianeiro, expressões que utilizava para caracterizar sua maneira de compor e interpretar.

Uma trajetória construída entre o samba e o piano

Antes da projeção nacional, Benito trabalhou como músico em casas noturnas e desenvolveu parte de sua carreira no Rio de Janeiro e em São Paulo.

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Seu estilo tornou-se uma das características mais reconhecidas de sua obra. O piano não funcionava apenas como acompanhamento: era também um instrumento de marcação rítmica, aproximando suas interpretações da percussão tradicional do samba.

Ao longo da carreira, lançou dezenas de discos e conquistou um público que ultrapassou o período de maior sucesso comercial.

Canções como “Retalhos de Cetim” e “Do Jeito que a Vida Quer” também ganharam novas interpretações, contribuindo para que sua obra permanecesse presente na música popular brasileira.

Legado na música brasileira

A trajetória de Benito di Paula ficou associada à popularização de um estilo de samba fortemente identificado com o piano e com melodias românticas.

O artista também influenciou músicos de gerações posteriores e manteve sua obra em circulação por meio de regravações e apresentações.

Com sua morte, a música brasileira perde um dos intérpretes que ajudaram a definir a sonoridade popular dos anos 1970.

Até a conclusão desta edição, não havia informações confirmadas sobre velório e sepultamento.