Às vésperas da celebração do Dia do Professor (comemorado neste dia 15 de outubro), o Ginásio do Santa Helena, em Bento Gonçalves, foi palco de um encontro marcado pela emoção, pela dedicação dos educadores e pela valorização da diversidade nesta quarta-feira (14). A 1ª Mostra da Educação Especial da 16ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) reuniu projetos e experiências desenvolvidas por 65 escolas estaduais de 25 municípios da região, prestando uma verdadeira homenagem ao papel transformador dos professores na construção de uma escola inclusiva.
O grande símbolo do evento foi o projeto "Uma Colcha, 65 Histórias", uma construção coletiva iniciada no final de 2025. Na primeira etapa da iniciativa, cada instituição de ensino recebeu um retalho de tecido para bordar e registrar a sua própria visão sobre a educação inclusiva e o acolhimento. Após circular pelas comunidades escolares na ação "Colcha Viajante", os retalhos foram unificados em uma grande peça que expressa a união da rede pública estadual.
"Cada escola bordou um retalho único, representando sua identidade, história e compromisso com a inclusão. Ao costurarmos todos os retalhos, formamos uma única colcha, simbolizando a diversidade que compõe a educação pública da nossa região. Assim como os retalhos são diferentes em cores, texturas e histórias, também são nossos estudantes. A inclusão não é padronização, mas sim a valorização das diferenças que nos tornam mais únicos", destaca a apresentação institucional do projeto.
Práticas pedagógicas e atendimento personalizado
Além da exibição da colcha, a mostra destacou os recursos pedagógicos adaptados e as metodologias desenvolvidas pelas equipes do Atendimento Educacional Especializado (AEE). Foram expostos jogos, brinquedos, estratégias e ferramentas lúdicas utilizadas no cotidiano das salas de recursos para atender às especificidades de alunos com deficiência, autismo, altas habilidades e superdotação.
Em depoimento durante o evento, a assessora pedagógica da Educação Especial da 16ª CRE, Rosane Machado, detalhou o propósito de dar visibilidade e compartilhar o trabalho realizado pelos educadores com toda a comunidade:
"Hoje nós temos uma mostra, a Primeira Mostra da Educação Especial, que engloba 65 escolas em 25 municípios. Começou com a nossa colcha, onde cada uma fez o seu olhar pra Educação Especial, o seu olhar pra Educação Inclusiva. As professoras do AEE vão estar expondo todos os trabalhos, todas as estratégias, jogos e brincadeiras que usam como recurso pra conseguir trabalhar com o aluno com deficiência. Cada um é único, e elas preparam com todo o carinho e atenção o material para este aluno específico. A escola tem que entender o aluno para depois saber como atender", explicou Rosane.
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Eixos de atuação e integração regional
O projeto "Cultura de Inclusão" baseou-se em eixos fundamentais para fortalecer a cultura do pertencimento e da empatia no ambiente escolar:
"Eu faço parte": Foco no fortalecimento da identidade, autoestima e valorização das diferenças entre os estudantes.
"Acolher é incluir": Desenvolvimento de ações práticas de escuta ativa, empatia e recepção no cotidiano escolar.
"Cada um aprende de um jeito": Aplicação de práticas pedagógicas inclusivas e metodologias diferenciadas.
"Diversidade é riqueza": Estímulo às expressões artísticas que representam múltiplas culturas e formas de ser.
"Escola para todos": Compartilhamento de experiências exitosas do AEE e da inclusão na sala de aula regular.
Paralelamente à mostra da Educação Especial, o evento contou com a exposição da Mostra Científica promovida pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc), integrando a produção acadêmica das escolas ao desenvolvimento humano e inclusivo de toda a região.