Três policiais militares morreram na queda de um avião da Polícia Militar de Minas Gerais, na tarde desta sexta-feira (9), em Santana do Paraíso, na região do Vale do Aço. A aeronave caiu nas proximidades do aeroporto que atende Ipatinga, durante um voo de treinamento para renovação das habilitações dos pilotos. As causas do acidente ainda são desconhecidas.
O avião era o Pegasus 17, um bimotor Beechcraft Super King Air 300, de prefixo PP-EJO, pertencente ao Comando de Aviação do Estado (ComAvE) da Polícia Militar.
Segundo a corporação, a aeronave havia decolado do Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, às 15h16, com destino ao Aeroporto Regional do Vale do Aço. Depois de pousar na região, realizou uma nova decolagem e caiu nas proximidades do terminal.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 16h20 para atender à ocorrência na altura do km 43 da BR-458, em Santana do Paraíso. Duas equipes foram mobilizadas para o atendimento.
As vítimas foram identificadas como o tenente-coronel Luis Fernando Silvestre e as tenentes Alice Almeida e Gabriela Emília Soares Resende. Os três integravam o Comando de Aviação do Estado da Polícia Militar de Minas Gerais.
O tenente-coronel Luis Fernando Silvestre era comandante do Esquadrão de Aviões do ComAvE e um dos pilotos mais experientes da corporação. Segundo a PM, acumulava mais de 5 mil horas de voo e tinha mais de 20 anos de serviço.
A tenente Gabriela Emília, de 35 anos, foi a primeira mulher da corporação habilitada como piloto de aeronaves de asa fixa. Ela havia retornado recentemente da licença-maternidade.
A tenente Alice Almeida, de 34 anos, também integrava a equipe de pilotos. Conforme informações divulgadas pela PM, as duas tenentes acumulavam aproximadamente 300 horas de voo cada uma.
Durante entrevista coletiva, a Polícia Militar informou que os três oficiais participavam de um voo de rechecagem de habilitação.
Esse procedimento faz parte das avaliações periódicas realizadas por pilotos para manter suas habilitações e verificar competências necessárias à operação das aeronaves.
O Pegasus 17 era utilizado pela corporação em missões operacionais e no transporte de órgãos destinados a transplantes.
De acordo com a PM, o avião estava com a documentação regular, tinha a manutenção em dia e havia passado por processos de modernização dos equipamentos.
A corporação informou ainda que os militares possuíam habilitação para realizar as atividades previstas no voo.
Essas informações não permitem estabelecer o que provocou o acidente, cuja causa dependerá de investigação técnica.
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Força Aérea Brasileira, ficará responsável pela investigação aeronáutica.
Os investigadores deverão analisar as condições de operação, as circunstâncias do voo e outros elementos que possam ajudar a esclarecer a queda.
Questionada sobre uma possível comunicação de emergência antes do acidente, a Polícia Militar informou que ainda não dispunha de dados suficientes para confirmar se a tripulação havia relatado algum problema.
Equipes da Polícia Civil e da Aeronáutica também participaram dos trabalhos relacionados à ocorrência.
O governo de Minas Gerais decretou luto oficial de três dias pela morte dos policiais militares.
A Polícia Militar lamentou a perda dos três integrantes da corporação e prestou solidariedade aos familiares e colegas.
A investigação deverá esclarecer as circunstâncias da queda, sem prazo informado para a apresentação de conclusões.