O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, indicou nesta quinta-feira (8) que pode acolher o pedido do governo para acelerar a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata do fim da escala de trabalho 6x1, mesmo que a solicitação não atinja a meta regimental de 54 assinaturas.
A articulação política é conduzida pela líder do governo no Senado, Teresa Leitão, que atua na coleta de apoio junto aos parlamentares para apresentar um requerimento de calendário especial. Se o instrumento for acolhido e aprovado pelo plenário, as etapas formais de debate serão reduzidas, permitindo que a proposta seja votada em dois turnos já na próxima semana, antes da eleição presidencial marcada para 25 de outubro.
Atualmente, o texto cumpre a fase ordinária de cinco sessões de discussão em plenário antes da primeira votação, tendo concluído o terceiro debate nesta quinta-feira. A bancada governista busca reunir ao menos 49 assinaturas no requerimento para demonstrar força política e garantir os votos necessários à aprovação da matéria.
Por outro lado, parlamentares da oposição criticam o rito acelerado durante o período pré-eleitoral, embora parte dos oposicionistas admita votar favoravelmente ao mérito do projeto ou defenda propostas alternativas voltadas à flexibilização da jornada de trabalho.