Uma mulher foi morta a golpes de canivete na manhã deste domingo (4), em Barra do Guarita, no noroeste do Rio Grande do Sul. Segundo a Polícia Civil, o companheiro da vítima, de 32 anos, foi preso em flagrante.
O crime ocorreu por volta das 7h50, na esquina das ruas Pelotas e Santiago, no Centro da cidade. A vítima foi identificada como Noraysis El Carmen Planche, natural da Venezuela.
De acordo com as informações preliminares da Polícia Civil, a mulher estava em casa quando tentou fugir do companheiro após uma briga violenta. Ela teria sido perseguida por cerca de duas quadras e atingida por diversos golpes de canivete.
A Brigada Militar foi acionada por um vizinho que presenciou o homem perseguindo a vítima pela rua. Após o ataque, o suspeito teria provocado um corte no próprio pescoço. Ele foi contido e preso em flagrante, sendo posteriormente encaminhado ao Hospital Santo Antônio, em Tenente Portela. Segundo a polícia, o homem permanece internado e não corre risco de morte.
Ainda conforme a Polícia Civil, não havia registro de pedido de medida protetiva feito pela vítima contra o suspeito nem ocorrências anteriores de violência envolvendo o casal. As circunstâncias e a motivação do crime serão investigadas pela Polícia Civil.
Mulheres que estejam sofrendo violência física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral podem procurar ajuda mesmo que ainda não tenham registrado ocorrência anteriormente.
Em situações de risco imediato ou agressão em andamento, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190 e, sempre que possível, buscar um local seguro, longe do agressor.
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 funciona como canal de orientação e denúncia, fornecendo informações sobre os serviços disponíveis na rede de atendimento às mulheres.
Também é possível procurar uma Delegacia de Polícia ou uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher para registrar ocorrência e buscar informações sobre medidas protetivas.
Familiares, amigos e vizinhos que presenciarem ou tiverem conhecimento de uma situação de violência também podem pedir ajuda. Em uma emergência, a recomendação é evitar confrontar diretamente o agressor quando isso puder aumentar o risco e chamar imediatamente a polícia.
Sempre que for possível e seguro, registros de mensagens, ameaças, fotografias de ferimentos e outros documentos podem ajudar na apuração dos fatos. A prioridade, porém, deve ser preservar a integridade e a segurança da vítima.
Emergência: 190
Central de Atendimento à Mulher: 180