Bento Gonçalves Saúde
Fila por cirurgias do SUS em Bento chega a 10.258 pacientes
Conselho Municipal de Saúde aprovou a realização de 2,2 mil cirurgias a partir deste mês. Saiba em quais especialidades.
01/10/2026 14h34 Atualizada há 1 hora
Por: Marcelo Dargelio

Bento Gonçalves tem 10.258 pacientes na fila de espera por cirurgias eletivas no SUS. O plano de trabalho aprovado pelo Conselho Municipal de Saúde prevê 2.200 procedimentos, o equivalente a 21% da fila. As cirurgias começam ainda neste mês de outubro.

Os números foram apresentados ao Conselho na terça-feira (29) e detalhados pela secretária municipal de Saúde, Daiane Piuco, durante a prestação de contas do segundo quadrimestre na Câmara de Vereadores.

Serão investidos R$ 5.566.605,19 nas cirurgias ao longo de 12 meses, com recursos que estavam parados no Fundo da Vigilância Sanitária.

A fila e o atendimento, especialidade por especialidade

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Especialidade Na fila Cirurgias previstas Cobertura Valor
Ortopedia 4.432 700 16% R$ 1.954.546,63
Cirurgia geral 1.762 500 28% R$ 1.278.069,93
Otorrinolaringologia 1.555 700 45% R$ 1.333.988,63
Oftalmologia 1.174 300 26% R$ 1.000.000,00
Outros procedimentos 1.335 — — —
Total 10.258 2.200 21% R$ 5.566.605,19

A ortopedia concentra a maior fila do município, com 4.432 pacientes, e terá 700 cirurgias, o menor percentual de cobertura entre as especialidades contempladas.

A otorrinolaringologia é a que mais avança proporcionalmente, com 45% da fila atendida. Segundo a secretária, a prioridade nessa área será para crianças.

Os 1.335 pacientes classificados como de outros procedimentos não aparecem na divisão das 2.200 cirurgias.

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Depois da execução do plano, cerca de 8.058 pessoas seguirão na fila.

Exames para quem espera desde 2020

Além das cirurgias, R$ 1,8 milhão será destinado a exames como ressonância magnética, tomografia e ultrassonografia. São casos classificados como de brevidade baixa, de pacientes que aguardam um procedimento desde 2020.

Somados, cirurgias e exames chegam a R$ 7,36 milhões.

De onde vem o dinheiro

Os recursos estavam no Fundo da Vigilância Sanitária e só puderam ser remanejados depois que a Câmara aprovou, por unanimidade, em 4 de setembro, o projeto que alterou a Lei Municipal 2.797/1999. Até então, as receitas de taxas de fiscalização sanitária, multas e juros eram destinadas exclusivamente às ações de vigilância em saúde.

A própria lei exige plano de trabalho e aval do Conselho Municipal de Saúde para a aplicação, como forma de controle social.