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Produtores de uva receberão sistema antigranizo no RS
Sicredi vai investir R$ 8 milhões na aquisição de 160 equipamentos. Municípios interessados têm até dia 3 de novembro para participar do projeto devem se habilitar em edital da Secretaria da Agricultura.
01/10/2026 13h33
Por: Marcelo Dargelio

Um investimento superior a R$ 8 milhões permitirá a aquisição de 160 equipamentos para a implantação de um sistema destinado a reduzir os impactos do granizo no Rio Grande do Sul. O projeto terá foco principalmente na Serra Gaúcha e em regiões produtoras de frutas, hortaliças e uvas.

Os equipamentos serão adquiridos por quatro cooperativas de crédito do Sicredi — Serrana, Pioneira, Região dos Vales e Ibiraiaras — e doados para a implantação do sistema. A participação da Sicredi Serrana no projeto foi apresentada na quarta-feira, 30 de setembro, durante evento na Vinícola Argenta, em Flores da Cunha.

A iniciativa envolve ainda o Governo do Estado, administrações municipais e entidades ligadas ao setor produtivo.

Além do investimento das cooperativas, o Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Fundovitis) deverá destinar R$ 3,1 milhões ao projeto.

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Prefeituras e Governo do Estado ficarão responsáveis por contrapartidas operacionais e pelo custeio da manutenção. Conforme as informações divulgadas sobre o projeto, esses recursos poderão chegar a R$ 15,5 milhões ao longo de cinco anos, com início dos repasses em 2027.

Como funciona o sistema antigranizo

O projeto prevê a instalação de geradores terrestres automatizados em diferentes regiões produtoras, especialmente na Serra Gaúcha. Também poderá alcançar o Vale do Caí, localidades limítrofes e áreas urbanas das regiões atendidas.

A tecnologia utilizada é de origem francesa, com equipamentos fabricados no Brasil pela AGF (Anti-Granizo Fraiburgo Ltda.).

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O sistema funciona por meio da dispersão de iodeto de prata na atmosfera a partir de equipamentos instalados no solo. A operação ocorre quando são detectadas condições meteorológicas associadas à formação de tempestades com potencial para granizo.

O objetivo é interferir na formação das pedras de gelo e reduzir seu tamanho antes que cheguem ao solo, diminuindo os potenciais danos a parreirais, pomares, lavouras e outras áreas atingidas.

Municípios precisam se habilitar

A instalação será coordenada por meio do Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis).

Os municípios interessados precisam participar do Edital de Chamamento Público nº 001/2026, da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi).

Conforme as informações divulgadas pelo projeto, o prazo para habilitação segue até 3 de novembro. Depois dessa etapa, estão previstos processos de análise, homologação dos recursos e orientações relacionadas à implantação e à logística.

O sistema é voltado especialmente a regiões com produção de uva, frutas e hortaliças, culturas que podem sofrer perdas em episódios de granizo.

Durante a apresentação realizada em Flores da Cunha, representantes das cooperativas, do Governo do Estado, do Consevitis e de municípios da Serra detalharam a estrutura prevista para implantação e manutenção dos equipamentos.

Também participaram do encontro representantes do setor produtivo e especialistas envolvidos no projeto.