A Câmara de Vereadores de Caxias do Sul rejeitou, na manhã desta terça-feira (29 de setembro), a abertura do processo de impeachment contra o prefeito Adiló Didomenico. Por 15 votos contrários, quatro favoráveis e três abstenções, o plenário decidiu pelo arquivamento definitivo da denúncia protocolada no Legislativo municipal.
A acusação, apresentada pela vereadora Daiane Mello (PL), apontava suposto descumprimento de uma legislação municipal referente ao repasse de R$ 7 milhões do Samae para o processo de realocação de famílias da Vila Sapo, no bairro Serrano, ocorrido em 2024. Durante a apreciação, parlamentares contrários ao prosseguimento citaram fatores como a proximidade do período eleitoral, o fato de a denúncia ser referente a período anterior e a existência de órgãos próprios de fiscalização externa, como o Ministério Público.
Por determinação regimental, a vereadora autora do pedido ficou impedida de participar da discussão e votação, o que levou à convocação do suplente Leandro Golin (PL) — que se tornou o segundo vereador surdo a tomar posse na história da Câmara caxiense. Com a rejeição, a denúncia foi arquivada na Casa.