Bombas começaram a ser instaladas na Barragem Arroio São Luiz, em São Marcos, para acelerar a redução do nível da água enquanto especialistas avaliam as condições da estrutura. Segundo a Corsan, cerca de 170 moradores retirados preventivamente da área de risco permanecem fora de suas casas nesta quinta-feira (24).
A barragem entrou em situação de emergência na quarta-feira (23), após a identificação de fissuras e vazamentos no vertedouro e em partes do contraforte. A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta vermelho e classificou naquele momento o risco como muito alto para colapso iminente, determinando a evacuação das áreas potencialmente atingidas. Cerca de 60 edificações, incluindo uma escola, estavam na área de retirada preventiva.
A Corsan informou que especialistas em segurança de barragens foram contratados para fazer uma avaliação detalhada da Arroio São Luiz. A previsão da companhia é de que o diagnóstico técnico seja concluído até sexta-feira (25), quando deverão ser definidas as medidas de manutenção e contingenciamento necessárias.
Não há, até o momento, previsão para que os moradores retornem às residências.
De acordo com a Corsan, aproximadamente 170 pessoas foram retiradas preventivamente da área de alerta. Parte está em casas de familiares e parte em hotéis de São Marcos e da região, com as despesas de hospedagem custeadas pela companhia.
A orientação é para que essas pessoas permaneçam fora das residências até que as avaliações indiquem condições seguras para o retorno.
Na quarta-feira, a Corsan havia informado que a área de alerta estava restrita aos imóveis próximos à barragem e, simultaneamente, localizados às margens do Rio Jaguari. Segundo a companhia, as demais áreas de São Marcos não estavam sob risco.
Além da avaliação da estrutura, as equipes trabalham para reduzir de forma controlada o volume de água armazenado e, consequentemente, diminuir a pressão sobre a barragem.
A descarga de fundo, que permite a saída controlada de água pela parte inferior da estrutura, foi aberta às 12h47 de quarta-feira e, conforme a Corsan, permanece em operação.
Bombas também estão sendo instaladas para aumentar a capacidade de retirada.
Às 12h47 de quarta-feira, o reservatório tinha volume estimado em aproximadamente 138 mil metros cúbicos. Às 22h17, o volume havia caído para cerca de 135 mil metros cúbicos, redução aproximada de 3 mil metros cúbicos em nove horas e meia, segundo os dados divulgados pela companhia.
A expectativa da Corsan é aumentar o ritmo de retirada com a entrada progressiva das bombas.
As alterações na barragem foram encontradas durante o monitoramento intensificado depois das fortes chuvas que atingiram São Marcos. Segundo a Corsan, o município registrou mais de 170 milímetros em 24 horas.
As equipes identificaram trincas com vazamento no vertedouro e em partes do contraforte. A companhia acionou então o Plano de Ação de Emergência (PAE), enquanto a Defesa Civil estadual iniciou os procedimentos de evacuação.
Equipes da Corsan, Defesa Civil e Prefeitura de São Marcos permanecem mobilizadas. A liberação das áreas evacuadas dependerá da avaliação técnica da estrutura.