O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a ampliação das investigações sobre as relações do Banco Master com empresas concessionárias que administram cemitérios e serviços funerários na cidade de São Paulo. Na mesma decisão, o magistrado vedou formalmente qualquer ato de investigação direta por parte da Polícia Federal direcionado ao também ministro do STF, André Mendonça.
Dino ordenou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) inclua a concessionária Cemitérios e Crematórios SP, vinculada ao Grupo Maya, no levantamento prioritário de informações sobre fundos de investimento e empresas do setor, estabelecendo prazo de 15 dias para a entrega dos dados. Embora tenha reportado anteriormente à presidência da Corte indícios de eventual conflito de interesses na atuação de Mendonça em processos sobre o tema, Dino esclareceu que qualquer procedimento referente a integrantes do tribunal compete unicamente ao presidente do STF, Edson Fachin, junto ao colegiado.
Dessa forma, o escopo do inquérito sob responsabilidade da PF permanece estritamente focado nas relações entre o Banco Master, executivos das empresas concessionárias e eventuais agentes dos Poderes Executivo e Legislativo. A determinação reconfigura a fiscalização de concessões em São Paulo, a atuação do Banco Master e os trâmites internos no Supremo Tribunal Federal.