Um Patek Philippe avaliado em até R$ 720 mil, um Rolex com preço superior a R$ 300 mil e um Seiko na faixa de R$ 3 mil a R$ 4 mil. O levantamento reunido pela reportagem do NB Notícias sobre os relógios usados por ministros do Supremo Tribunal Federal revela diferenças expressivas entre os acessórios associados aos magistrados.
As peças relacionadas vão de modelos japoneses a exemplares de alta relojoaria suíça. As avaliações dependem da referência, dos materiais, do estado de conservação e do mercado considerado, novo ou seminovo. Parte das identificações permanece aproximada, sem confirmação da versão exata.
O maior valor do levantamento está associado a Alexandre de Moraes. O Patek Philippe Nautilus atribuído que o ministro utiliza aparece com estimativas entre R$ 440 mil e R$ 720 mil. Gilmar Mendes costuma utilizar um Rolex Sky-Dweller em ouro Everose, avaliado entre R$ 340 mil e R$ 350 mil. A coleção reúne calendário anual e indicação de dois fusos horários, características confirmadas pela fabricante. O levantamento também registra o uso de um smartwatch no outro braço.
Em uma faixa abaixo dos R$ 100 mil aparecem os modelos relacionados a Luiz Fux, Cristiano Zanin, Edson Fachin e Nunes Marques. O Rolex Datejust 41 usado por Fux tem avaliação de R$ 75 mil a R$ 94 mil.
Zanin aparece usando um Rolex Datejust 41. A faixa informada é de R$ 67 mil a R$ 90 mil, conforme o exemplar e o canal de compra. Esses números não representam a soma paga pelo ministro na aquisição.
O relógio usado prelo presidente do Supremo, ministro Edson Fachin é um Patek Philippe de perfil ultrafino, da linha Calatrava, com pulseira de couro e avaliação próxima de R$ 60 mil no mercado. Já o ministro Nunes Marques é visto usando a linha do IWC Schaffhausen, apontada como Portofino ou Portugieser, com estimativa entre R$ 33,5 mil e R$ 40 mil.
Na faixa de menor preço do levantamento, Flávio Dino aparece usando um Salvatore Ferragamo Gancini, estimado em R$ 7,8 mil quando novo e entre R$ 2,5 mil e R$ 4,5 mil no mercado de seminovos. Já André Mendonça costuma utilizar um Seiko Classic, com avaliação de R$ 3 mil a R$ 4 mil.
Para Cármen Lúcia e Dias Toffoli, o material reunido não permite atribuir com segurança fabricante, referência e preço. Essa lacuna não equivale à inexistência de relógios de luxo em seus patrimônios. Indica apenas que não há identificação suficiente neste levantamento.
Os dados também não permitem estabelecer quanto os magistrados efetivamente desembolsaram pelos acessórios. O material utilizado não traz comprovantes de compra, datas de aquisição nem informações sobre a procedência de cada exemplar. Por isso, as estimativas não devem ser interpretadas como gastos comprovados nem, por si só, como evidência de irregularidade.