Seu Pet Cuidado animal
Serviço de urgência animal cresce, mas sem plantão no fim de semana
Município já custeou o tratamento integral de 938 cães e gatos desde 2025 em clínicas credenciadas 24 horas; protetoras cobram atendimento aos sábados e domingos, quando a procura é maior.
11/09/2026 08h48
Por: Jonathan Zanotto

O atendimento de urgência e emergência para cães e gatos em Bento Gonçalves foi reestruturado com o credenciamento de clínicas veterinárias 24 horas, que passaram a receber os animais socorridos pelo município. Desde a implantação do projeto de alta complexidade, em 2025, o poder público custeou integralmente o tratamento de 938 animais — 600 no ano passado e 338 no primeiro semestre de 2026. São cerca de R$ 600 mil investidos e sete clínicas habilitadas.

O serviço, no entanto, tem uma limitação apontada por quem atua no resgate: o Departamento de Bem-Estar Animal funciona apenas de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

"O SAMU Pet precisa ter um plantão nos finais de semana, que é quando as pessoas mais pedem", afirma Naira Bernardete de Barba, representante da ONG Patas e Focinhos, usando o apelido pelo qual o serviço ficou conhecido na cidade.

A Prefeitura esclarece que, fora do expediente, o encaminhamento de ocorrências urgentes é feito com apoio dos órgãos de segurança municipal. Em casos de animal atropelado, ferido ou em situação de risco, a Guarda Civil Municipal direciona a ocorrência para atendimento posterior em uma das clínicas conveniadas.

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Na prática, portanto, existe um caminho aos sábados e domingos — mas ele é de direcionamento, e não de equipe própria de socorro, que é o que as protetoras reivindicam.

Como funciona o serviço

O secretário de Meio Ambiente, Volnei Tesser, explica que o modelo atual difere da estrutura criada em 2022. O projeto de alta complexidade cobre o atendimento em clínicas conveniadas 24 horas, onde os animais em risco recebem tratamento desde o atendimento inicial até procedimentos cirúrgicos, com veterinários de diversas áreas, até o restabelecimento.

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A nova sede do departamento funciona como base administrativa e operacional — os animais socorridos são levados diretamente às clínicas credenciadas. O atendimento é regido pela Lei Municipal nº 6.277/2017 e prioriza animais de rua sem tutor e pets de famílias de baixa renda, mediante apresentação de comprovante de renda e CadÚnico.

A visão de quem resgata

Naira relata que a ONG Patas e Focinhos não costuma acionar o serviço municipal porque, quando faz o resgate, leva o animal diretamente ao atendimento. Quando terceiros pedem que a entidade encaminhe casos, os voluntários orientam e repassam os contatos oficiais.

"A demanda é imensa, todo dia recebemos pedido de ajuda pelas nossas redes sociais. Não temos sede ou fone, nós, voluntários, vamos respondendo e ajudando", conta. Para ela, o serviço avançou, mas ainda precisa crescer.

O que fazer ao encontrar um animal ferido