O governo do Estado do Rio Grande do Sul apresentou, durante a Expointer em Esteio, um projeto regional para a instalação de uma rede com cerca de 130 geradores de solo voltados à proteção de parreirais e lavouras contra tempestades de granizo. A estrutura abrangerá municípios da Serra Gaúcha, Vale do Caí e áreas vizinhas, com a publicação do Edital de Chamamento Público para manutenção e operação do sistema agendada para esta sexta-feira (4 de setembro).
Diferente dos tradicionais canhões sonoros, os equipamentos operam a partir do solo promovendo a queima de uma solução contendo iodeto de prata. As partículas liberadas são levadas pelas correntes de ar até o interior das nuvens, onde reagem com a umidade e interferem na cristalização da água, fazendo com que as pedras de gelo se formem em tamanhos significativamente menores. O objetivo do sistema não é conter as tempestades, mas reduzir os danos materiais causados pelo impacto do granizo na produção agrícola.
Resumo da rede antigranizo na Serra e Vale do Caí:
Regiões Cobertas: Serra Gaúcha, Vale do Caí e municípios próximos.
Continua após a publicidadeTecnologia: Cerca de 130 geradores de solo com dispersão de iodeto de prata.
Doação de Equipamentos: Estrutura inicial doada pela instituição financeira Sicredi.
Aporte Estadual: Até R$ 3,1 milhões ao ano via Fundovitis (R$ 15,5 milhões em 5 anos).
Continua após a publicidadeContrapartida: Estado cobrirá de 20% a 30% do custo de manutenção anual das prefeituras a partir de 2027.
A implementação da rede contará com a doação dos geradores pelo Sicredi. Já o custeio operacional e o monitoramento meteorológico terão apoio do Fundo de Desenvolvimento da Vitivinicultura (Fundovitis), que destinará até R$ 3,1 milhões anuais ao longo de cinco anos. Os repasses aos municípios habilitados no chamamento público variarão entre R$ 50 mil e R$ 1 milhão a partir de 2027, garantindo o funcionamento integrado do sistema entre as cidades da região.