A Justiça aceitou, nesta quarta-feira (2 de setembro), a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) contra três investigados por lavagem de dinheiro apurada na Operação Contas Abertas III. A acusação foi assinada pelo promotor Manoel Figueiredo Antunes, coordenador do 5º Núcleo Regional do Gaeco – Serra. Além de acatar a denúncia, o Poder Judiciário determinou o sequestro de três imóveis localizados em Bento Gonçalves, avaliados em cerca de R$ 750 mil.
Conforme a apuração do MPRS, a investigação identificou o uso de terceiros e de transações imobiliárias para ocultar a origem ilícita e a real propriedade de bens do grupo criminoso. Em um dos casos, dois imóveis adquiridos por R$ 550 mil permaneciam registrados em nome de uma empresa jurídica, embora pertencessem de fato aos investigados.
Resumo da Operação Contas Abertas III em Bento:
Réus: Três investigados denunciados pelo MPRS por lavagem de dinheiro.
Continua após a publicidadeBens Sequestrados: Três imóveis localizados em Bento Gonçalves, avaliados em R$ 750 mil.
Esquema: Ocultação de patrimônio ilícito através de empresas e nomes de terceiros.
Objetivo Judicial: Impedir a dilapidação dos bens e sufocar o poder financeiro das organizações criminosas.
Continua após a publicidadeHistórico: Deflagrada em 2024, a operação já resultou em dezenas de prisões, apreensão de veículos e bloqueio de 274 contas bancárias no RS e outros estados.
A decisão judicial prevê a continuidade das investigações para mapear outras movimentações financeiras feitas por meio de terceiros e identificar possíveis novos envolvidos. O sequestro dos bens visa desarticular o braço econômico das facções e garantir o perdimento dos imóveis em prol do Estado ao término do processo judicial.