Uma das quatro pessoas resgatadas após ficarem desaparecidas por cerca de 40 horas em uma trilha no município de Morrinhos do Sul, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, contestou publicamente a versão do guia que acompanhava o grupo. Carmelita Rodrigues dos Santos, moradora de Caxias do Sul, relatou que ela, seu filho de 15 anos e um casal de amigos decidiram retornar por conta própria devido ao mau tempo, mas não receberam a assistência adequada do profissional contratado.
O passeio teve início no sábado (29 de agosto), com acampamento previsto na região. Na manhã de domingo (30), o clima se deteriorou com chuva e forte nevoeiro, reduzindo a visibilidade e levando os turistas a optarem pelo retorno à base. Segundo Carmelita, para evitar riscos com o tempo fechado, o grupo montou um acampamento temporário até que o clima abrisse. Eles foram localizados sem ferimentos na manhã de terça-feira (1º de setembro), a cerca de um quilômetro da rota principal, após uma ampla operação do Corpo de Bombeiros.
Resumo do impasse sobre o desaparecimento em Morrinhos do Sul:
Envolvidos: Quatro turistas de Caxias do Sul (incluindo um adolescente) e o guia contratado.
Continua após a publicidadeRelato da Trilheira: Afirma falhas no suporte do guia e ausência de orientação para que permanecessem juntos durante a tempestade.
Versão do Guia: Sustenta que orientou a descida do grupo e que os turistas se adiantaram sem seguir suas instruções.
Operação de Resgate: Mobilizou bombeiros, cães farejadores e drones durante 40 horas até a localização por moradores.
Continua após a publicidadeDesfecho Policial: Caso foi registrado na Polícia Civil; delegado informou que não há indícios de crime no momento.
Em contrapartida, o guia Marcelo Veiga declarou que orientou os clientes a iniciarem a descida por segurança e sustentou que os quatro integrantes avançaram à sua frente, ignorando os alertas. Após o resgate, o grupo compareceu à Delegacia de Polícia de Três Cachoeiras para registrar um boletim de ocorrência. O delegado responsável, Marcus Veloso, informou que, até o momento, não foram identificados elementos que apontem para a prática de crime, descartando a abertura imediata de um inquérito policial.