Meio Ambiente Clima
Setembro terá chuva atípica, temporais e El Niño
Previsão da MetSul indica precipitação acima da média em São Paulo e no Sul; ar frio frequente deve alternar com risco de tempestades severas
30/08/2026 13h18
Por: Redação
São Paulo (foto) vai ter um setembro com muito mais chuva do que o habitual. (Foto: ORUA/NURPHOTO/AFP/METSUL )

O mês de setembro, que marca o início da primavera meteorológica, apresentará um padrão climático atípico no Centro-Sul do Brasil. De acordo com boletim emitido pela MetSul Meteorologia, a combinação do fortalecimento do fenômeno El Niño com uma maior frequência de frentes frias deve provocar volumes de chuva bastante acima da média em áreas que normalmente enfrentam o auge do período seco.

A precipitação ficará mais elevada do que os padrões históricos em estados do Sudeste e Centro-Oeste, com destaque para São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e o centro-sul de Minas Gerais. O aumento dos dias chuvosos nessas regiões deve reduzir o número de dias com calor extremo e favorecer a ocorrência de tempestades isoladas com raios, granizo e ventanias.

Resumo da tendência do clima para setembro:

  • Anomalia de Chuva: Precipitação acima da média em SP, MS, RJ, centro-sul de MG, norte do RS, SC e PR.

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  • Fenômeno El Niño: Segue fortalecido com anomalia de temperatura no Pacífico Equatorial atingindo patamar de El Niño forte a muito forte.

  • Região Sul: Redução de chuva no Sul e Oeste do RS; risco elevado de enchentes, alagamentos e deslizamentos em Santa Catarina e no Paraná.

  • Temperaturas: Dias de calor extremo serão atenuados pelo excesso de chuva em SP, MS e RJ. MT e GO seguem com marcas elevadas.

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  • Tempo Severo: Maior incidência de massas de ar frio e formação de ciclones extratropicais elevam o risco de temporais no Sul.

Na Região Sul, o comportamento da chuva será dividido. O Sul e o Oeste do Rio Grande do Sul devem registrar volumes menores, enquanto o Norte gaúcho, Santa Catarina e o Paraná terão acumulados excessivos. A MetSul alerta para riscos significativos de cheias de rios, inundações e deslizamentos no território catarinense e paranaense. Além disso, a transição para a primavera aumenta a propensão para ciclones extratropicais e o choque entre massas de ar frio e quente, potencializando o risco de tempestades severas na região.