O que o barulho de uma cadeira arrastando, uma porta batendo e uma torneira pingando têm em comum? Podem virar música.
Foi essa a proposta apresentada a cerca de 70 alunos da EMEM Alfredo Aveline, em Bento Gonçalves, na sexta-feira (21). A oficina abriu a programação formativa do projeto Psy Blues, do músico e produtor Augusto Pilotti, que ainda terá duas atividades — uma delas aberta a qualquer pessoa, de qualquer idade.
O que ainda vai acontecer
Como foi a primeira oficina
A atividade começou com a brincadeira "Qual é o som?", em que os alunos precisavam identificar ruídos do cotidiano. A partir dela, foram apresentados conceitos de gravação, criação e organização sonora.
Divididos em grupos, os estudantes gravaram diferentes sons do dia a dia. O material foi depois utilizado por Pilotti na construção de uma música em formato colaborativo.
Os alunos também experimentaram instrumentos e equipamentos de produção, como o teclado, e participaram da etapa de mixagem.
A ideia central, segundo a proposta do projeto, é mostrar que sons presentes no cotidiano podem se transformar em elementos de uma composição.
Financiamento público
O Psy Blues foi contemplado pelo Fundo Municipal de Cultura na categoria Decolagem Criativa — Impulsionamento de Carreiras Artísticas, do Edital 01/2025, com aporte de R$ 30 mil.
As oficinas nas escolas e a atividade na Praça CEU integram a contrapartida social prevista no edital. Ao todo, a programação formativa deve alcançar cerca de 90 estudantes da rede municipal, além do público da oficina aberta.
Serviço
Lançamento do álbum Psy Blues
13 de setembro, a partir das 12h, na Rua Coberta. Entrada gratuita.
Oficina aberta de produção musical
19 de setembro, às 9h, na Praça CEU. Para todas as idades.