A Nestlé anunciou uma ampla reestruturação global que prevê a eliminação de cerca de 16 mil postos de trabalho até o final de 2026, além do encerramento das atividades em unidades fabris na Europa. A medida faz parte de um plano de corte de custos e aumento de produtividade que busca simplificar processos e ampliar a automação das operações da multinacional.
Do total de desligamentos programados, aproximadamente 12 mil atingirão cargos administrativos e profissionais, enquanto cerca de 4 mil afetarão as áreas de fabricação e cadeia de suprimentos. Entre os fechamentos confirmados estão a fábrica de Neuss, na Alemanha, e a unidade de Diósgyőr, na Hungria — esta responsável pela produção de itens sazonais de chocolates como KitKat, Smarties e Milkybar. A empresa informou que a fabricação desses produtos sazonais será transferida para fornecedores externos, garantindo a permanência das marcas no mercado.
Brasil no caminho oposto com investimentos bilionários
Enquanto enxuga estruturas no mercado europeu, a multinacional mantém o Brasil fora dos cortes e confirma um pacote de investimentos de R$ 7 bilhões no país para o período entre 2025 e 2028. O plano abrange a expansão, inovação e modernização de diversas unidades fabris brasileiras.
Resumo da reestruturação global da Nestlé:
Cortes globais: Eliminação de 16 mil cargos até o final de 2026 (12 mil administrativos e 4 mil operacionais).
Fábricas afetadas: Encerramento das unidades em Neuss (Alemanha) e DiósgyÅ‘r (Hungria).
Continua após a publicidadeMeta financeira: Previsão de economia de 3 bilhões de francos suíços até o fim de 2027 pelo programa Fuel for Growth.
Cenário no Brasil: Sem demissões, com aporte de R$ 7 bilhões em plantas de MG, SP, ES e SC.
Entre os locais beneficiados pelo aporte no Brasil estão as plantas de Montes Claros e Ituiutaba (MG), Araras (SP) — que receberá R$ 1 bilhão para ampliar a produção de cafés solúveis —, Vila Velha (ES) e Vargeão (SC), onde foi inaugurada uma fábrica de alimentos para animais de estimação. As medidas visam elevar a meta de economia do programa Fuel for Growth para 3 bilhões de francos suíços até o encerramento de 2027.