Uma mulher de 56 anos foi morta pelo marido na manhã desta quarta-feira (19), em uma propriedade rural da localidade de Seca Baixa, no interior de Imigrante, no Vale do Taquari. Depois do ataque, o homem, de 61 anos, tirou a própria vida.
A vítima foi identificada como Noelici Magdantz Pereira Duarte. O marido, Edemilson José Pereira Duarte, é apontado pelas informações preliminares como autor do crime. Noelici foi atacada com um machado na chácara onde o casal residia. As circunstâncias em que o crime aconteceu e a possível motivação ainda não foram esclarecidas.
A Brigada Militar foi acionada e isolou a propriedade para preservar o local. A Polícia Civil e o Instituto-Geral de Perícias (IGP) também foram chamados e realizaram os primeiros levantamentos.
O caso é tratado inicialmente como feminicídio seguido de suicídio. A definição das circunstâncias dependerá da conclusão da perícia e do inquérito policial. Até a publicação desta reportagem, as autoridades não haviam informado se existiam registros anteriores de violência doméstica ou medidas protetivas relacionadas ao casal.
A Lei nº 14.994, sancionada em outubro de 2024, tornou o feminicídio um crime autônomo no Código Penal. O enquadramento abrange mortes de mulheres decorrentes de violência doméstica e familiar ou motivadas por menosprezo e discriminação relacionados à condição feminina.
A morte ocorreu menos de duas semanas depois de uma atividade de prevenção à violência contra a mulher realizada pela Prefeitura de Imigrante na própria comunidade de Seca Baixa.
Promovido em 6 de agosto, o encontro do Grupo Bem Cuidar reuniu moradores, profissionais da assistência social e representantes do Departamento da Mulher para conversar sobre acolhimento, prevenção e canais de apoio. Não há indicação de relação direta entre a atividade e o caso desta quarta-feira.
A investigação deverá buscar esclarecer a dinâmica do ataque, o horário exato das mortes e os acontecimentos anteriores ao crime. Os laudos periciais também deverão integrar o inquérito.
Mulheres em situação de violência, assim como familiares, vizinhos ou outras pessoas que tenham conhecimento de agressões e ameaças, podem procurar o Ligue 180. O serviço é gratuito, funciona 24 horas e oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de denúncias. Também está disponível pelo WhatsApp, no número (61) 9610-0180.
Em situações de emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190.
Pessoas que estejam enfrentando sofrimento emocional intenso ou pensamentos de suicídio podem procurar gratuitamente o Centro de Valorização da Vida pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia.