Economia Varejo
Grupo Casas Bahia entra com pedido de recuperação judicial
Medida abrange a holding e nove subsidiárias; companhia projeta manter operação normal das lojas físicas e do e-commerce
17/08/2026 09h31
Por: Redação
Foto: Reprodução

O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo. A medida contempla a holding e outras nove empresas do grupo — como a Indústria de Móveis Bartira e a Cnova —, com o objetivo de renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas acumuladas.

Em comunicado oficial ao mercado, a varejista atribuiu o movimento ao cenário macroeconômico adverso, caracterizado por juros elevados, restrição ao crédito, enfraquecimento do consumo e frustração em tentativas recentes de captação de recursos com investidores internacionais. Apesar do processo judicial, a empresa garantiu a manutenção regular das atividades em suas lojas físicas, e-commerce e demais canais de venda.

Prejuízo bilionário e reestruturação

O ajuizamento ocorreu um dia após a publicação do balanço financeiro do segundo trimestre de 2026, quando a empresa reportou um prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões — composto em R$ 9,1 bilhões por baixas e ajustes extraordinários sem impacto imediato no caixa. Como parte do seu plano de reestruturação iniciado em 2023, a rede já promoveu o fechamento de 298 unidades consideradas pouco rentáveis para tentar recompor a margem operacional.

Resumo do pedido de recuperação judicial:

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  • Empresa: Grupo Casas Bahia e nove subsidiárias.

  • Dívida renegociada: Cerca de R$ 17,3 bilhões.

  • Localização: Foro Central Cível de São Paulo.

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  • Funcionamento: Lojas físicas e site seguem operando normalmente sem interrupções.

  • Balanço financeiro: Prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre de 2026 (R$ 9,1 bilhões em ajustes contábeis).

  • Ações recentes: Fechamento de 298 lojas e readequações na alta administração.

Além da reorganização financeira, a Casas Bahia confirmou alterações na alta gestão, incluindo a nomeação de Sírley Lima para a vice-presidência Jurídica e Tributária em substituição a Fábio Spina, além de readequações em seus comitês estatutários.