O Grupo Casas Bahia protocolou um pedido de recuperação judicial no Foro Central Cível de São Paulo. A medida contempla a holding e outras nove empresas do grupo — como a Indústria de Móveis Bartira e a Cnova —, com o objetivo de renegociar aproximadamente R$ 17,3 bilhões em dívidas acumuladas.
Em comunicado oficial ao mercado, a varejista atribuiu o movimento ao cenário macroeconômico adverso, caracterizado por juros elevados, restrição ao crédito, enfraquecimento do consumo e frustração em tentativas recentes de captação de recursos com investidores internacionais. Apesar do processo judicial, a empresa garantiu a manutenção regular das atividades em suas lojas físicas, e-commerce e demais canais de venda.
O ajuizamento ocorreu um dia após a publicação do balanço financeiro do segundo trimestre de 2026, quando a empresa reportou um prejuízo contábil de R$ 10,1 bilhões — composto em R$ 9,1 bilhões por baixas e ajustes extraordinários sem impacto imediato no caixa. Como parte do seu plano de reestruturação iniciado em 2023, a rede já promoveu o fechamento de 298 unidades consideradas pouco rentáveis para tentar recompor a margem operacional.
Resumo do pedido de recuperação judicial:
Continua após a publicidade
Empresa: Grupo Casas Bahia e nove subsidiárias.
Dívida renegociada: Cerca de R$ 17,3 bilhões.
Localização: Foro Central Cível de São Paulo.
Continua após a publicidadeFuncionamento: Lojas físicas e site seguem operando normalmente sem interrupções.
Balanço financeiro: Prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre de 2026 (R$ 9,1 bilhões em ajustes contábeis).
Ações recentes: Fechamento de 298 lojas e readequações na alta administração.
Além da reorganização financeira, a Casas Bahia confirmou alterações na alta gestão, incluindo a nomeação de Sírley Lima para a vice-presidência Jurídica e Tributária em substituição a Fábio Spina, além de readequações em seus comitês estatutários.