Região Obras públicas
Ponte de Cotiporã segue sem previsão de liberação
Técnicos da Prefeitura de Cotiporã afirmam que é preciso o rio baixar ainda mais para a conclusão do laudo que irá definir quais as necessidades da reforma.
04/08/2026 09h13
Por: Marcelo Dargelio

A ponte sobre o Rio das Antas, principal ligação direta entre Cotiporã e Bento Gonçalves, voltou ao centro das preocupações da Serra Gaúcha. Depois de permanecer submersa durante a cheia de julho, uma vistoria identificou o deslocamento de aproximadamente 20 centímetros no primeiro tabuleiro de concreto, no lado de Bento Gonçalves. A Prefeitura de Cotiporã fez uma live para explicar o que está sendo feito, mas não conseguiu dar uma previsão sobre quando a ponte deve ser liberada.

Técnicos da prefeitura, o prefeito José Luis Breda e o engenheiro Jeferson Dal Bello, diretor da empresa responsável pela construção da ponte, estiveram reunidos falando sobre os danos que ocorreram na estrutura. Segundo eles, é necessário esperar o Rio das Antas baixar ainda mais seu volume para que uma análise mais específica seja realizada.  É preciso que seja feita uma avaliação detalhada dos pilares, apoios, amortecedores e dispositivos de fixação. 

Somente a partir da conclusão de um diagnóstico técnico é que o município poderá encaminhar um processo licitatório para a contratação de uma empresa responsável pelos reparos nos estragos sofridos junto à estrutura da ponte. 

Estrutura teve que ser construída do mesmo tamanho

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Sobre a cosntrução da nova ponte no mesmo lugar e tamanho da ponte anterior, o engenheiro Jeferson Dal Bello revelou que o edital permitia apenas que a ponte fosse feita nas mesmas dimensões anteriores, aproveitando a estrutura já existente no local. O prefeito José Carlos Breda destacou que tratava-se de uma obra emergencial e que precisava ficar pronta rapidamente. Ele revelou que a determinação que a ponte construída fosse no mesmo formato da anterior teria sido uma determinação da Defesa Civil Nacional e não do município.

A ponte em uso foi inaugurada em 28 de dezembro de 2024, sete meses depois de a antiga travessia ser destruída pelas enchentes históricas de maio. A reconstrução teve aporte de R$ 4,58 milhões da Defesa Civil Nacional, além de R$ 389 mil de cada prefeitura e R$ 172 mil da Associação Comercial, Cultural e Industrial de Veranópolis. 

O empreendimento restabeleceu rapidamente uma conexão considerada essencial para trabalhadores, estudantes, pacientes e empresas. Sem a ponte, moradores precisam recorrer a trajetos alternativos, principalmente pela BR-470, com acréscimo de quase 30 quilômetros em alguns deslocamentos. A via também é estratégica para o escoamento da produção industrial de Cotiporã e para o acesso a serviços de saúde e comércio em Bento Gonçalves.

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Desde sua entrega, entretanto, a estrutura continua vulnerável às elevações do rio. Por estar situada em uma cota baixa, pode ser encoberta pelas águas, acumulando troncos, pedras e outros materiais. O engenheiro responsável pela obra de restabelecimento afirmou que as travas mecânicas ajudaram a evitar danos maiores na última cheia, mas ressaltou que a construção teve caráter emergencial.