Um dos temas trabalhistas mais debatidos do país chega à pauta do empresariado de Bento Gonçalves. O Centro da Indústria, Comércio e Serviços (CIC-BG) promove no dia 6 de agosto um jantar-palestra sobre o fim da escala 6x1, proposta em tramitação no Congresso Nacional que pode alterar a rotina de empresas de todos os portes e setores.
O convidado é Francisco Rossal de Araújo, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) e professor de Direito do Trabalho na UFRGS. Ele presidiu o tribunal no biênio 2021/2023 e tem décadas de atuação na área. Na palestra "O fim da escala 6x1: desafios, impactos e perspectivas", deve abordar os fundamentos da proposta, os riscos jurídicos e operacionais para as empresas e os caminhos de adaptação para diferentes setores.
O que está em discussão
A escala 6x1 é o regime em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho seguidos de um dia de folga — modelo comum no comércio, em serviços, na indústria e em atividades que funcionam todos os dias da semana. A proposta em debate no Congresso busca reduzir a jornada e ampliar o descanso semanal, e é defendida por movimentos de trabalhadores e centrais sindicais como uma medida de qualidade de vida e saúde.
Do lado empresarial, a discussão gira em torno dos custos da mudança, da necessidade de novas contratações e dos ajustes operacionais em setores que dependem de funcionamento contínuo. É essa perspectiva — a dos impactos para as empresas — que orienta o evento do CIC-BG.
Para o presidente da entidade, Daniel Panizzi, o objetivo é preparar o empresariado da região. "A escala 6x1 está no centro de um debate que ainda vai se desenrolar por um bom tempo, mas que já impõe ao empresário a necessidade de compreender seus efeitos práticos", afirma.
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