O governo dos Estados Unidos organizou o envio de dois altos funcionários do Departamento de Estado a Brasília com a missão de colocar em dúvida a transparência e a integridade do sistema eleitoral brasileiro, conforme revelado pelo jornal The Washington Post. Contudo, em resposta à manobra, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil (Itamaraty) negou os vistos de entrada solicitados pelos diplomatas norte-americanos.
A comitiva barrada seria composta por Riley M. Barnes, secretário-assistente, e Samuel Samson, subsecretário-assistente — este último conhecido por viajar por diversos países promovendo pautas conservadoras. A viagem estava prevista para ocorrer semanas antes das eleições presidenciais de 4 de outubro.
A movimentação gerou forte reação nos bastidores do governo brasileiro. Autoridades da diplomacia nacional classificaram a iniciativa como um "estratagema completamente incompatível com a democracia brasileira". A suspeita de Brasília era de que os enviados pretendiam se reunir com setores da oposição para elaborar um relatório voltado a deslegitimar a votação eletrônica.
O episódio reflete o agravamento das tensões diplomáticas entre Washington e Brasília. O clima de atrito envolve divergências sobre a aplicação de tarifas comerciais recentes impostas pelos EUA a produtos brasileiros e a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar após condenação por tentativa de golpe de Estado.
Apesar das investidas políticas e de alegações reproduzidas por setores opositores — repetidamente desmentidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) —, a segurança do sistema eletrônico do Brasil segue respaldada pela comunidade internacional.
Reconhecimento internacional: Embaixadores e especialistas em eleições reforçam que todas as missões internacionais de observação desde 2018 atestaram que o modelo de urnas eletrônicas do Brasil é totalmente seguro, auditável e transparente.