Meio Ambiente Meteorologia
El Niño atinge intensidade inédita e eleva risco de evento histórico em 2026
Aquecimento no Oceano Pacífico supera marca de +2°C meses antes do previsto; projeções indicam que episódio de 2026-2027 pode ser o mais forte da história
24/07/2026 23h00 Atualizada há 3 horas
Por: Redação
Foto: Reprodução

O fenômeno El Niño alcançou uma intensidade sem precedentes para o mês de julho, segundo análise divulgada pela MetSul Meteorologia com base em dados do Oceano Pacífico e modelos climáticos globais. O aquecimento das águas na região central-leste do Pacífico ultrapassou a marca de +2°C (registrando entre +2,1°C e +2,2°C na área Niño 3.4), patamar característico de eventos de altíssima gravidade, conhecidos informalmente como "Super El Niño".

A precocidade da marca é o fator que mais chama a atenção de meteorologistas. Historicamente, anomalias nesse nível só costumam ser atingidas no decorrer da primavera, entre os meses de setembro e novembro — como no evento de 2015-2016, quando o patamar só foi alcançado em meados de setembro.

Caso as projeções se confirmem ao longo do segundo semestre, o episódio de 2026-2027 pode se transformar no mais severo desde o início das medições instrumentais no planeta.

Projeções e recorde de 1997-1998 em risco

Modelos de centros internacionais — como a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), o Instituto Internacional de Pesquisa para Clima e Sociedade (IRI/Columbia) e a Organização Meteorológica Mundial (OMM) — indicam fortalecimento contínuo durante a primavera e o verão do Hemisfério Sul.

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A mediana das estimativas aponta que o Índice Oceânico de El Niño (ONI) poderá alcançar cerca de +3,6°C no fim de 2026. Esse valor superaria o recorde histórico do evento de 1997-1998, um dos mais destrutivos já documentados.

Impactos esperados para o Brasil e a Região Sul

O El Niño altera drasticamente os padrões de circulação atmosférica globais. No Brasil, o fenômeno tende a provocar estiagens no Norte e Nordeste, enquanto concentra grande volume de precipitação no Sul do país.

Se a intensidade projetada se mantiver, a Região Sul deve se preparar para um aumento expressivo de eventos meteorológicos extremos nos próximos meses, incluindo:

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Ressalva técnica: Especialistas reforçam que projeções de longo prazo possuem margem de incerteza. A confirmação do recorde dependerá da manutenção do acoplamento entre a temperatura do oceano e a resposta da atmosfera nos próximos meses.