Mobilidade Rodovias
Tarifa do pedágio de Encantado é mantida em R$ 5,20
Indefinição do Bloco 2 gera preocupação no Vale do Taquari; lideranças divergem entre cobrança por investimentos na ERS-130 e o fechamento da praça de Palmas
20/07/2026 18h41
Por: Redação
Foto: Reprodução

A prolongada incerteza sobre o futuro da concessão das rodovias do Bloco 2, sob responsabilidade do governo do Estado, voltou a intensificar os debates sobre a praça de pedágio de Palmas, localizada na ERS-130, em Encantado. Respaldada por uma decisão judicial que transitou em julgado, a tarifa atual cobrada dos motoristas permanece fixada em R$ 5,20. Recentemente, rumores sobre possíveis reajustes abusivos na região — que projetavam valores entre R$ 12 e R$ 15 — foram categoricamente desmentidos pela Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) e por lideranças empresariais, que classificaram os boatos como desinformação.

O impasse na modelagem da nova concessão estadual tem preocupado prefeitos e entidades do Vale do Taquari. O prefeito de Encantado, Jonas Calvi (PSD), lamentou publicamente o atraso na execução de melhorias estruturais indispensáveis para o desenvolvimento local, como a construção de viadutos estratégicos e a duplicação de trechos da ERS-130.

Por outro lado, o presidente da Associação dos Municípios do Alto Taquari (Amat) e prefeito de Doutor Ricardo, Álvaro Giacobbo (MDB), defende uma postura mais drástica: o fechamento definitivo da praça de Palmas. Segundo a associação, após quase três décadas de arrecadação contínua no trecho, a população regional não recebeu obras proporcionais aos valores investidos, tornando a cobrança injustificável sem contrapartidas físicas imediatas.

Rotas alternativas e propostas de divisão

Diante da falta de respostas do Executivo estadual, o município de Encantado iniciou projetos locais para mitigar a dependência da malha estadual. Está em andamento a pavimentação da Estrada de Linha Azevedo, uma obra orçada em R$ 7 milhões que funcionará como rota alternativa para o escoamento de safras e como desvio emergencial em períodos de severas enchentes.

Continua após a publicidade

Para tentar destravar o cenário técnico, um grupo de trabalho regional propôs ao Estado o fatiamento do Bloco 2 da concessão. A ideia é criar um lote específico para o Vale do Taquari, englobando trechos entre Casca e Venâncio Aires, além de conexões entre Estrela, Garibaldi e Teutônia. Conforme Luciano Moresco, diretor da ACI-E, a região sugere que o Estado utilize cerca de R$ 1 bilhão do Funrigs (Fundo do Plano Rio Grande) para executar diretamente as obras mais urgentes de forma antecipada, sem a necessidade de aguardar o cronograma das futuras concessionárias.

Histórico Jurídico da Praça de Pedágio de Palmas