Rio Grande do Sul Deu ruim
Operação apreende 1.500 galos de rinha na Serra Gaúcha
Polícia Civil cumpriu mandados em criatórios suspeitos de treinar e vender aves para rinhas; galos da raça Mura eram negociados por até R$ 30 mil cada.
17/07/2026 16h24 Atualizada há 2 horas
Por: Redação

Uma operação da Polícia Civil apreendeu cerca de 1.500 galos em criatórios suspeitos de promover rinhas na Serra Gaúcha. A ação ocorreu entre quinta e sexta-feira, com o cumprimento de três mandados de busca e apreensão nas cidades de Gramado e Igrejinha.

Segundo o delegado Gustavo de Mattos Brentano, as aves estavam em situação de maus-tratos e foram encontradas em criatórios que as procriavam, comercializavam e treinavam para rinhas — prática proibida por lei no Brasil. Os galos, da raça Mura, eram vendidos por valores entre R$ 20 mil e R$ 30 mil cada, o que dá a dimensão econômica do esquema investigado.

Além das aves, foram apreendidos celulares dos investigados, documentação que, segundo a polícia, comprova a comercialização, e uma arma de fogo.

A investigação começou a partir de denúncias sobre a existência de criatórios clandestinos destinados ao comércio e ao treinamento de galos para rinhas. O delegado destacou a importância da colaboração da população na denúncia de práticas ilegais e de maus-tratos a animais.

Continua após a publicidade

A operação contou com o apoio das secretarias de Meio Ambiente dos dois municípios, da Secretaria estadual da Agricultura, do Instituto-Geral de Perícias e da Patrulha Ambiental da Brigada Militar. As aves apreendidas ficaram sob responsabilidade das secretarias de Meio Ambiente, aguardando recolhimento e destinação adequada.

As investigações continuam para identificar a origem dos animais e apurar a participação de outras pessoas em possível associação criminosa. Ninguém foi preso ou denunciado até o momento, segundo as informações divulgadas.

Onde denunciar

Continua após a publicidade

Denúncias de rinhas, criatórios clandestinos e maus-tratos a animais podem ser feitas à Polícia Civil, à Patrulha Ambiental da Brigada Militar ou pelo Disque-Denúncia. A prática de rinha é crime ambiental, e a colaboração da população foi o ponto de partida desta investigação.