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Especialista explica que aparecer no Google não basta mais
Levantamentos de 2026 mostram que a maioria das buscas no Google termina sem clique, com respostas geradas por inteligência artificial ocupando o e...
16/07/2026 18h41
Por: Redação Fonte: Agência Dino

A forma como os pacientes buscam informações de saúde vem mudando de maneira estrutural. Os motores de busca tradicionais passaram a conviver com respostas geradas por inteligência artificial, que resumem informações no topo da página antes mesmo de o usuário abrir qualquer site.

Esse novo comportamento reorganiza a disputa por visibilidade entre clínicas, consultórios e profissionais de saúde, que precisam garantir presença tanto nos resultados tradicionais do Google quanto nas respostas produzidas por ferramentas de inteligência artificial. É nesse cenário que ganham força conceitos como AEO (Answer Engine Optimization) e GEO (Generative Engine Optimization), disciplinas voltadas a garantir que uma marca ou um profissional seja citado diretamente pela inteligência artificial no momento em que o paciente busca uma resposta.

O comportamento do paciente brasileiro confirma essa transição. Segundo o Perfil do Paciente Digital 2026, da Doctoralia, maior plataforma de saúde do mundo e líder nacional em agendamento online, 39% dos brasileiros recorrem ao Google quando surgem dúvidas sobre saúde, 38% agendam diretamente uma consulta e 12% já utilizam ferramentas de IA para uma orientação inicial. O mesmo levantamento indica que médicos com mais avaliações recebem visibilidade proporcionalmente maior nas buscas.

Para Helton Sforzin, "esse dado reforça um ponto que defendo há anos em minhas consultorias. A reputação online deixou de ser um detalhe de marketing e passou a ser um critério objetivo de descoberta. Quem não cuida da própria presença digital perde espaço antes mesmo de ser avaliado pelo paciente".

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Uma pesquisa conduzida pela Afya em parceria com a healthtech Conexa, realizada entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, mostra que entre os pacientes digitalizados que usam IA em saúde, 66% recorrem à tecnologia para tirar dúvidas sobre sintomas, doenças ou diagnósticos, e 55% para interpretar exames e laudos. Ainda assim, a confiança no vínculo humano permanece decisiva: 76% dos usuários confiam mais em médicos que conhecem, enquanto a IA aparece como apoio e não como a palavra final, segundo o levantamento da Doctoralia.

Helton Sforzin observa que "esse equilíbrio define a estratégia correta para profissionais de saúde. A inteligência artificial se tornou a porta de entrada da jornada do paciente, mas a decisão final continua sendo humana. Por isso a autoridade digital do médico precisa aparecer tanto na resposta da IA quanto na confiança que ele transmite depois", explica.

Esse cenário deu origem a uma disciplina ainda pouco conhecida entre profissionais de saúde brasileiros, a Answer Engine Optimization, ou AEO, que se soma ao conceito mais amplo de Generative Engine Optimization, o GEO. Enquanto o SEO tradicional otimiza páginas para ranquear em resultados de busca, o GEO otimiza conteúdo para ser citado e referenciado pelas respostas geradas por inteligência artificial. Um estudo conduzido por pesquisadores de Princeton, Georgia Tech e outras instituições demonstrou que técnicas específicas de GEO podem aumentar a visibilidade de um conteúdo nas respostas de IA em até 40%.

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Para Sforzin, essa é uma janela estratégica ainda aberta no mercado brasileiro. "Apenas 24% das empresas brasileiras já investem em GEO, contra 64% que investem em SEO tradicional", avalia, destacando que essa diferença representa uma vantagem competitiva temporária para quem agir primeiro.

A urgência varia conforme o segmento. Setores marcados por buscas informacionais intensas, como educação e saúde, já apresentam penetração de AI Overviews acima da média geral, porque concentram o tipo de pergunta que a inteligência artificial responde com mais precisão. Comparar tratamentos, entender sintomas e avaliar especialistas são exatamente os tipos de busca que tendem a gerar uma resposta sintetizada antes de qualquer clique em um site.

Helton Sforzin lembra que "essa mudança já orienta o trabalho que desenvolve com médicos em Belo Horizonte. Estruturar dados clínicos e institucionais de forma correta, com marcação semântica e conteúdo verificável, deixou de ser um diferencial técnico e passou a ser pré-requisito para que uma clínica seja encontrada".

O impacto direto sobre o tráfego de sites já aparece nos números do setor. Um estudo da Ahrefs, com dados de dezembro de 2025, mostra que a presença de AI Overviews reduziu em 58% a taxa de cliques para páginas na primeira posição do Google, um recuo maior que os 34,5% observados em abril de 2025. Para profissionais de saúde que dependem da busca orgânica para atrair novos pacientes, o dado reforça a necessidade de diversificar a forma como a autoridade digital é construída.

Segundo Sforzin, "essa transição não elimina o SEO tradicional, mas exige que ele seja complementado. O SEO continua relevante para quem já pesquisa por um serviço específico, mas sozinho não é mais suficiente. A estratégia de autoridade digital de um médico precisa cobrir os dois caminhos: o clique e a citação".

O cenário deve continuar em transformação nos próximos meses, à medida que ferramentas de inteligência artificial ampliarem sua participação na jornada de busca por informações de saúde no Brasil. Clínicas que investirem em conteúdo verificável, dados estruturados e produção jornalística consistente tendem a ocupar posição de destaque tanto nos resultados tradicionais quanto nas respostas geradas por inteligência artificial.

Para Helton Sforzin, "essa combinação separará, nos próximos anos, os profissionais que constroem autoridade digital reconhecida daqueles que permanecerão invisíveis diante de um paciente que pesquisa antes de marcar qualquer consulta".

Para mais informações, basta acessar o site e as redes sociais de Helton Sforzin (Instagram e LinkedIn).