A Associação Caminhos de Pedra completa 29 anos neste mês. Fundada em 10 de julho de 1997, a entidade reúne mais de 30 associados e é responsável pela gestão do Roteiro Caminhos de Pedra, um dos principais destinos de turismo histórico e cultural da Serra Gaúcha. Em 2025, o roteiro recebeu mais de 480 mil visitantes.
A data marca também o início de um novo ciclo. A diretoria eleita para o período 2026–2028 é presidida por Jeverson Carelli, que afirma priorizar a aproximação com os associados e a qualificação do atrativo. "Nosso olhar mira no potencial de expansão que o Caminhos de Pedra tem para gerar ainda mais oportunidades para os empreendedores e consolidar sua condição de referência no cenário nacional do turismo cultural", disse.
Festas podem entrar no calendário oficial
Um dos movimentos mais concretos da nova gestão é a tentativa de incluir os eventos da associação no calendário oficial de Bento Gonçalves. Em reunião com o prefeito Amarildo Lucatelli, a diretoria apresentou três festas: o Filó Italiano, o Baile de Máscaras e a Festa Flores de Pedra.
A inclusão no calendário oficial tende a dar mais visibilidade e apoio institucional aos eventos, que, segundo a associação, preservam a herança da imigração italiana e movimentam a economia local. "São eventos construídos com o trabalho da comunidade, que incansavelmente preserva os costumes de seus antepassados", afirmou Carelli. No encontro, também foram discutidas questões de infraestrutura da região e o desenvolvimento do turismo no município.
Um roteiro de pedra e memória
O Roteiro Caminhos de Pedra percorre 12 quilômetros na zona rural de Bento Gonçalves e reúne mais de 28 pontos de visitação que preservam o legado dos imigrantes italianos chegados à região a partir de 1875. As edificações em pedra basalto, com paredes de até 60 centímetros de espessura, mantêm a arquitetura original e ainda abrigam famílias que residem ou trabalham nos imóveis. O conjunto é reconhecido como Patrimônio Histórico e Cultural do Rio Grande do Sul.
Ao longo do percurso, o visitante encontra ofícios trazidos pelos imigrantes — como tecelagem em teares manuais, ferraria e marcenaria — além da gastronomia baseada nas receitas dos primeiros colonos, com massas, pães assados em forno a lenha, embutidos, conservas e o vinho das pequenas cantinas familiares.