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Duplicata escritural inicia nova fase no mercado brasileiro
Sistema do Banco Central digitaliza títulos e promete mais segurança, transparência e acesso ao crédito para empresas
13/07/2026 23h00
Por: Redação Fonte: Agência Dino

Desde o dia 30 de junho de 2026, o Banco Central passou a disponibilizar oficialmente o Ecossistema de Duplicatas Escriturais, substituindo o modelo físico por registros eletrônicos e trazendo maior segurança, rastreabilidade e transparência às operações com recebíveis.

A medida regulamenta a Lei nº 13.775 de 2018, marcando um novo passo na digitalização do mercado financeiro brasileiro. A implementação obrigatória será gradual e deve se estender até junho de 2028, permitindo que empresas se adaptem ao novo cenário. Agora, a duplicata escritural passa a ser registrada em entidades escrituradoras autorizadas, centralizando dados, evitando duplicidade e permitindo o acompanhamento digital de toda a transação, desde a emissão até a liquidação. Segundo Manuel Robalinho, SAP mentor da MakeValue, a medida deve transformar a gestão financeira das empresas, ampliando o acesso ao crédito e reduzindo riscos de fraude.

"O Banco Central busca trazer eficiência, transparência e, principalmente, democratização do crédito para o ambiente de negócios brasileiro. A medida elimina a assimetria de dados e estimula a competitividade entre bancos e fintechs, reduzindo o custo de capital e facilitando a antecipação de recebíveis para as empresas", afirma.

O executivo avalia que o impacto da implementação será significativo tanto no contas a pagar quanto no contas a receber: "Do lado de quem paga, o time financeiro terá uma janela estreita de tempo para analisar e manifestar o aceite ou a recusa de um título cedido pelo fornecedor ao mercado. O estouro desse prazo gera o chamado ‘aceite tácito’, obrigando juridicamente a empresa a pagar o novo credor, mesmo se houver divergências comerciais posteriores. No contas a receber, a rotina exige escrituração e atualização de status em tempo real para permitir que o mercado visualize e negocie os ativos sem fricção operacional", detalha.

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A segurança é outro ponto central. De acordo com Robalinho, a fraude mais comum no mercado tradicional é a duplicata fria ou a venda do mesmo título para múltiplas instituições financeiras.

"O novo modelo elimina esse risco por meio da unicidade do título. Uma vez registrada na escrituradora, a duplicata fica vinculada à sua respectiva Nota Fiscal Eletrônica e qualquer alteração de titularidade, gravame ou bloqueio é atualizada instantaneamente no ecossistema por meio de APIs e Webhooks. Se o título foi cedido, o sistema trava novas negociações daquele mesmo ativo", explica.

Diante desse panorama, a tecnologia se consolida como um motor essencial para garantir conformidade e eficiência. Tentar controlar prazos de contestação, assinaturas de contratos de cessão e cruzamento de NF-e manualmente em um ambiente com alto volume de títulos pode se tornar inviável.

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"A tecnologia conecta os sistemas de gestão internos diretamente às registradoras via API. Essas plataformas robustas conseguem ler as tabelas financeiras, rodar verificações automáticas e aplicar regras de negócio para aceitar ou recusar títulos por decurso de prazo de forma 100% automatizada", destaca Robalinho.

Apoio às empresas

A MakeValue tem atuado para apoiar empresas na adequação às novas exigências regulatórias, ao oferecer solução capaz de conectar a infraestrutura das registradoras aos ERPs das companhias.

"Embora tenhamos expertise consolidada e certificações nativas para o ecossistema SAP, atendendo a landscapes complexos como ECC e S/4HANA, nossa plataforma foi desenhada sob o conceito de flexibilidade arquitetônica", pontua.

A empresa oferece integração universal, automação de ponta a ponta, mitigação de riscos de pagamento e segurança alinhada aos padrões corporativos. A solução da MakeValue captura duplicatas escrituradas contra o CNPJ da empresa e dispara workflows automáticos de aceite ou recusa baseados em parâmetros e regras de negócio. A atualização ocorre em tempo real no status dos títulos no contas a pagar assim que a escrituradora sinaliza um evento de gravame ou cessão de direitos, garantindo que o fluxo financeiro seja direcionado exatamente para o beneficiário final correto.

O executivo menciona que, embora a agenda de digitalização do Banco Central seja contínua e acelerada, a empresa segue expandindo seus algoritmos de conciliação para suportar as próximas fases do ecossistema de recebíveis, como a interoperabilidade total de contratos entre múltiplas registradoras.

"Também estamos preparando nossa camada de mensageria nativa para futuras moedas digitais e contratos inteligentes, como o Pix Automático e o Drex, assegurando que nossos clientes operem sempre na fronteira da conformidade e da máxima performance financeira", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://makevalue.com