Internacional Parcial
Tragédia na Venezuela: mortos em terremotos passam de 4,4 mil
País contabiliza quase 20 mil sobreviventes em abrigos improvisados e alerta para o risco de surtos de doenças após sismos históricos
12/07/2026 21h42
Por: Redação
Dois terremotos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram mais de 4 mil mortos e milhares sem moradia na Venezuela. (Foto: MARTIN BERNETTI / AFP)

O balanço oficial das vítimas dos dois terremotos devastadores que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 4.490 mortos neste domingo (12). O número de feridos estabilizou em 16.740, mas a crise humanitária se agrava com mais de 19,5 mil pessoas desabrigadas, enfrentando condições precárias em acampamentos improvisados e o temor generalizado de proliferação de doenças.

O epicentro da destruição concentra-se no estado costeiro de La Guaira, vizinho à capital Caracas. Sem moradia, milhares de famílias ocupam estádios de futebol, escolas, praças e calçadas. Os tremores, que registraram magnitudes de 7,2 e 7,5 na escala Richter, ocorreram em um intervalo de apenas 39 segundos. O segundo sismo foi classificado pelos sismólogos como o mais potente registrado no território venezuelano em mais de um século, derrubando cerca de 190 edifícios e deixando centenas de estruturas com sérios danos de engenharia.

Embora o governo não tenha atualizado a lista oficial de desaparecidos, estimativas preliminares da Organização das Nações Unidas (ONU) apontam que até 50 mil pessoas ainda possam estar sumidas. Diante do desespero dos familiares, que temem a suspensão dos trabalhos para a limpeza das vias, o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, assegurou que as operações de busca e salvamento nos escombros serão mantidas por tempo indeterminado. Até o momento, 6.462 pessoas foram resgatadas com vida.

As autoridades sanitárias globais concentram os esforços na infraestrutura dos mais de 80 abrigos superlotados. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta sobre o risco iminente de surtos epidemiológicos de cólera, tuberculose, tétano e sarampo devido à falta crônica de água potável e saneamento básico. A ONU calcula que 1,3 milhão de cidadãos necessitam de suporte emergencial imediato e abriu um apelo internacional para arrecadar US$ 300 milhões destinados a financiar os custos de assistência e reconstrução do país.

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