Economia Negócios
Bento segue gerando empregos em 2026, mas em ritmo mais lento
Cidade abriu 917 vagas em cinco meses, saldo positivo, mas 31,9% abaixo de 2025; a indústria freia e o comércio é o único setor que acelera.
10/07/2026 10h21
Por: Marcelo Dargelio

Bento Gonçalves continua criando empregos em 2026, mas num ritmo bem mais lento do que no ano passado. Nos cinco primeiros meses do ano, a cidade acumulou saldo positivo de 917 novas vagas formais, considerando todos os setores. O número é positivo, mas representa uma queda de 31,9% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados são do Observatório Econômico (OECON), do CIC-BG.

Só em maio, o saldo foi de 56 vagas. O ritmo mais fraco fez a cidade perder posições no ranking estadual: Bento era o 7º município gaúcho em geração de empregos em abril e caiu para o 13º em maio, ocupando o 11º lugar no acumulado do ano. Até o fim de maio, a cidade tinha 51.119 empregados formais, abaixo dos 52 mil registrados em fevereiro.

O comportamento varia bastante entre os setores. A construção segue em alta, com 291 vagas acumuladas no ano, puxada pelas obras de infraestrutura, que abriram 200 postos em cinco meses — o suficiente para compensar o saldo negativo na construção de edifícios. Bento é hoje o 3º município gaúcho em geração de empregos na construção.

Na direção oposta está a indústria, que vinha sendo a locomotiva do emprego na cidade e agora freia. O setor acumula 290 vagas no ano, com queda de 55,9% no ritmo em relação a 2025. Dentro dele, o quadro é desigual: a indústria moveleira teve saldo negativo de 23 vagas em maio, e a de alimentos acumula 49 vagas negativas no ano.

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O destaque positivo fica com o comércio, único setor que acelerou. Na comparação com os cinco primeiros meses de 2025, o comércio cresceu 129,3% no ritmo de contratações, acumulando 133 novas vagas — uma recuperação relevante para um setor que vinha com desempenho fraco. Bento é o 5º município gaúcho em geração de empregos no comércio.

Os dados mostram ainda um mercado de trabalho com alta rotatividade. Em Bento, o tempo médio de permanência em um emprego é de 15,1 meses, abaixo das médias estadual (18,2) e nacional (18,3). As maiores trocas acontecem justamente na construção, no comércio e na agropecuária — esta última marcada pela sazonalidade.