Rio Grande do Sul Feminicídio
Saiba quem é o jovem acusado do 41º feminicídio do ano no RS
Homem de 25 anos se apresentou na delegacia na noite desta segunda-feira, 6 de julho.
07/07/2026 17h33
Por: Marcelo Dargelio
Ismael da Rosa e Denise de Medeiros namoraram por mais de cinco anos - Fotos: Reprodução

Foi preso preventivamente na noite de segunda-feira, 6, Ismael Garcia da Rosa, de 25 anos. Ele é o principal suspeito de matar a ex-namorada Denise Silva de Medeiros, de 21 anos  em Lajeado, na Região dos Vales do Rio Grande do Sul. Este foi o 41º feminicídio registrado no Rio Grande do Sul em 2026.

Segundo a delegada Márcia Bernini, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher, a Deam de Lajeado, o investigado compareceu à delegacia acompanhado de um advogado. Após ser interrogado, ele foi encaminhado ao sistema prisional do Vale do Taquari. Conforme a Polícia Civil, ela e o suspeito mantiveram um relacionamento por cerca de cinco anos. Os dois estavam separados havia seis meses.

A investigação aponta que o relacionamento era conturbado. Familiares relataram que Denise havia se mudado há pouco tempo de Estrela para Lajeado em uma tentativa de se afastar do ex-companheiro e recomeçar a vida. O crime ocorreu por volta das 19h de domingo, 5. O corpo foi encontrado na madrugada de segunda-feira, 6, em um apartamento no segundo andar de um prédio na área central de Lajeado.

De acordo com a delegada, havia marcas de disparos de arma de fogo no imóvel. O corpo foi encaminhado para perícia, que deverá confirmar a causa da morte e auxiliar na reconstrução da dinâmica do crime.

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A Polícia Civil informou que não havia medida protetiva ativa nem registro policial anterior envolvendo o ex-casal. A ausência de boletins de ocorrência também mostra um problema frequente nos casos de violência doméstica: muitas vítimas enfrentam ameaças e agressões sem formalizar denúncia.

Com a prisão preventiva, Ismael permanece à disposição da Justiça. A investigação segue para esclarecer a motivação, a dinâmica do crime e reunir as provas que serão encaminhadas ao Poder Judiciário.

Mulheres em situação de violência podem pedir ajuda pelo Ligue 180. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Brigada Militar pelo 190.

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