O homem apontado como o principal suspeito do assassinato da jovem Denise Silva de Medeiros, de 21 anos, entregou-se às autoridades na noite desta segunda-feira (6). A informação foi formalmente confirmada pela titular da Delegacia de Polícia de Lajeado, delegada Márcia Bernini. O investigado, um jovem de 25 anos residente no município vizinho de Estrela, compareceu à sede da Polícia Civil em Lajeado acompanhado por seu advogado de defesa, após a decretação de um mandado de prisão preventiva expedido pelo Poder Judiciário.
O crime, tipificado inicialmente como feminicídio, foi descoberto na madrugada desta segunda-feira (6) no interior de um condomínio residencial situado na Rua Tiradentes, na área central de Lajeado. A Brigada Militar (BM) foi acionada para averiguar o apartamento por volta das 3h, encontrando a vítima caída no quarto, já sem vida, apresentando uma perfuração provocada por disparo de arma de fogo na região da cabeça. Os levantamentos preliminares do Instituto-Geral de Perícias (IGP) apontam que a execução teria ocorrido ainda no final da noite de domingo (5).
A apuração inicial do setor de inteligência policial revelou detalhes sobre a dinâmica do relacionamento romântico rompido. Natural de Estrela, Denise havia fixado residência em Lajeado há poucos dias em uma tentativa de recomeçar a vida de forma independente:
Distanciamento: Segundo o relato emocionado de familiares da vítima, a jovem decidiu alugar o apartamento no segundo andar do prédio central justamente para erguer uma barreira física e se afastar do ex-namorado;
Subnotificação: Os arquivos do sistema de segurança pública apontaram que Denise não possuía registros anteriores de ocorrências contra o ex-companheiro por ameaça ou lesão corporal;
Sem Proteção: Devido à ausência de denúncias prévias de violência doméstica, a jovem também não contava com o amparo legal de medidas protetivas de urgência da Lei Maria da Penha.
Com a apresentação do investigado e o cumprimento do mandado prisional, ele foi interrogado e posteriormente transferido ao sistema carcerário do Vale do Taquari, onde permanecerá segregado à disposição da tramitação processual da Justiça.