O Comando de Polícia Rodoviária da Brigada Militar (CPRV BM) confirmou o início de uma nova estratégia tecnológica para tentar frear a violência no trânsito em uma das rodovias mais movimentadas do Estado. Um trecho estratégico da RS-453, a conhecida Rota do Sol, passará a contar com o monitoramento aéreo realizado por drones. A fiscalização concentrará esforços em um perímetro de 30 quilômetros situado em Caxias do Sul, estendendo-se do quilômetro 141 (no viaduto de entroncamento com a BR-116) até o quilômetro 171 (na divisa com São Francisco de Paula, na localidade de Apanhador).
De acordo com o comando rodoviário, as aeronaves não tripuladas atuarão em operações integradas em dias e horários alternados. O foco absoluto do videomonitoramento aéreo estará na detecção de infrações gravíssimas, especialmente as ultrapassagens em locais proibidos (como faixas contínuas e curvas sem visibilidade), conduta apontada como a principal causa de colisões frontais de alta gravidade na rodovia. O trecho já recebeu placas de sinalização específicas alertando sobre a fiscalização por imagem.
A implementação dos equipamentos responde a um quadro preocupante de sinistros acumulados nos primeiros meses do ano na região:
Balanço Geral: O CPRV BM contabilizou 47 acidentes automobilísticos no trecho mapeado, dos quais 33 resultaram em pessoas com ferimentos de diferentes gravidades;
Tragédia em Abril: Uma colisão frontal no km 163 ceifou a vida do condutor de um Volkswagen Gol após o veículo invadir a pista contrária e bater contra um caminhão Ford Cargo. Um terceiro automóvel (Renault Sandero) se envolveu na batida sequencial;
Morte em Maio: No km 161, o condutor de um Renault Clio faleceu no hospital após seu carro ser atingido na traseira por uma Chevrolet Spin, ser projetado para a pista oposta e bater de frente contra uma Toyota Hilux. Três passageiros também ficaram feridos na ocasião.
A introdução de vigilância aérea nas rodovias estaduais busca criar uma cultura de maior prudência entre os motoristas que se deslocam em direção ao litoral ou cruzam os polos industriais do interior gaúcho.