O município de Farroupilha entrega oficialmente, nesta sexta-feira (3), uma das obras mais aguardadas pelos amantes do esporte e do lazer na região: a Ciclovia Desvio da Cerveja. Com mais de 8 quilômetros de extensão, a pista foi totalmente pavimentada às margens da rodovia VRS-813, no trecho que liga Farroupilha a Garibaldi. O projeto contou com um aporte financeiro robusto, somando R$ 3 milhões em recursos do Governo do Estado e quase R$ 5 milhões de contrapartida do orçamento municipal.
De acordo com o Executivo de Farroupilha, a nova estrutura assume o posto de segunda maior ciclovia do Rio Grande do Sul, ficando atrás apenas do trajeto que interliga as cidades de Estrela e Colinas, no Vale do Taquari. O grande diferencial da rota é o seu apelo comercial e de lazer, uma vez que o percurso conecta diversas cervejarias artesanais locais, prometendo atrair ciclistas de todo o país.
A pista foi planejada para oferecer conforto aos usuários e incentivar a economia regional por meio do turismo sustentável:
Segurança Reforçada: O trecho conta com sinalização horizontal e vertical completa, além da instalação de balizadores flexíveis em toda a extensão para separar fisicamente os ciclistas dos veículos da rodovia;
Combo de Atrativos: O roteiro integra de forma harmônica o esporte do pedal, a gastronomia colonial, as paisagens naturais da serra e a cultura das cervejas artesanais;
Polo Regional: A iniciativa visa consolidar o ecossistema formado por Farroupilha, Garibaldi e Carlos Barbosa como um dos principais eixos de cicloturismo do Sul do Brasil.
O nome escolhido para a ciclovia não é por acaso e carrega uma forte bagagem cultural. O termo faz menção direta à localidade de Desvio Blauth, região que abrigou o primeiro grande complexo de veraneio do Rio Grande do Sul no início do século 20, o Veraneio Blauth & Haupt, que recebia trens repletos de turistas vindos de Porto Alegre.
A história da comunidade começou quando o empreendedor Carlos Blauth instalou uma serraria no local para fornecer dormentes para a ferrovia que conectaria Montenegro a Caxias do Sul. O desvio construído nos trilhos para carregar as madeiras batizou a região e, mais de um século depois, a marca ressurge repaginada para impulsionar a infraestrutura regional.