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Novos padrões visuais transformam escolas e outros prédios do Estado
Por décadas, os prédios das escolas da rede pública estadual não tinham padrão visual definido. As fachadas apresentavam cores diversas e as identi...
29/06/2026 11h53
Por: Redação Fonte: Secom RS

Por décadas, os prédios das escolas da rede pública estadual não tinham padrão visual definido. As fachadas apresentavam cores diversas e as identidades variavam, o que dificultava o reconhecimento das escolas como parte de uma mesma rede. Esse cenário começou a mudar no início da atual gestão, em 2023, quando a Secretaria de Obras Públicas (SOP) passou a desenvolver a padronização da identidade visual das escolas estaduais.

"Por muito tempo,era comum não perceber uma escola estadual como parte da rede pública. A SOP vem mudando essa realidade. Estamos criando um padrão visual que unifica, qualifica e mostra que o Estado está presente e comprometido com a educação pública", destaca a secretária de Obras Públicas, Izabel Matte.

Conceito

O conceito foi idealizado em 2024 pelos arquitetos do Departamento de Projetos em Prédios da Educação (DPPE) Gabriela Fiuza, Lumena Besson Bissi e Marcus Weber (que não atua mais na SOP), em conjunto com representantes da Secretaria da Educação (Seduc). Assim, começou a se transformar a forma como as escolas se apresentam à comunidade, tornando perceptível que os prédios pertencem à Rede Estadual.

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A partir da ideia de criar uma identidade, surgiu o Projeto Escola+ , desenvolvido pela SOP em parceria com a Seduc. O programa estabelece parâmetros visuais e construtivos replicáveis, adotando elementos arquitetônicos que criam uma unidade entre diferentes edificações.

O Colégio Estadual Protásio Alves, em Porto Alegre, foi pioneiro nesse processo. Nos projetos de recuperação desenvolvidos para a unidade, surgiram os novos padrões, entre eles o pórtico de entrada. A estrutura apresenta o nome da escola e o brasão do Estado. Tem iluminação embutida e as cores verde, amarelo e vermelho, que passaram a identificar as escolas estaduais.

Nas salas de aula, o uso de tons claros, como branco e uma tonalidade de verde, garante maior luminosidade e cria um ambiente acolhedor, capaz de estimular a concentração e o aprendizado dos alunos.

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A sinalética também segue um sistema padronizado: as portas são produzidas em cores específicas, e cada uma corresponde a um tipo de ambiente – sendo vermelho para auditório e ginásio; amarelo para sanitários e circulação; verde para o setor pedagógico; e cinza para o administrativo e de serviços.

A mudança não é apenas estética. Uma escola padronizada, com fachada cuidada e espaço organizado, fortalece o sentimento de pertencimento e mostra que o Estado se importa com a comunidade escolar.

Projeção mostra como ficará colégio Protásio Alves após conclusão das recuperações

Outros prédios

A atuação da SOP na padronização visual vai além das escolas e alcança outros espaços vinculados ao Executivo. Cada projeto é desenvolvido de acordo com as particularidades do local e a sua função.

Um exemplo são os ambientes elaborados para o Programa Estadual de Atendimento a Pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TeAcolhe). O planejamento não se limita a cores e inclui tatame em EVA, painel sensorial e fones de ouvido. Os recursos foram pensados para auxiliar na autorregulação de pessoas com espectro autista e tornar os ambientes acolhedores.

"Quando falamos em cores, materiais e sinalização, estamos pensando nas pessoas que utilizarão aquele espaço. O objetivo é priorizar a experiência do usuário e a funcionalidade dos ambientes, fazendo com que a arquitetura reflita o acolhimento e o cuidado do Estado com quem está nesses espaços", destaca a coordenadora da Divisão de Projetos em Prédios Diversos, Raquel Greve.

Nos hospitais estaduais, as fachadas seguirão um padrão que contempla o nome da instituição, a logo do órgão gestor e o brasão do Estado. Nas unidades localizadas em regiões litorâneas, os materiais utilizados deverão resistir à maresia.

Internamente, o padrão visual busca qualificar os ambientes de saúde por meio de uma arquitetura acolhedora e funcional, de fácil compreensão para usuários e profissionais. Cores suaves e elementos visuais padronizados, como placas, facilitam a circulação e a identificação dos diferentes espaços hospitalares.

A diferenciação por cores organiza os ambientes de acordo com o tipo de internação ou andares, tornando a circulação mais clara e eficiente. A atuação da SOP nessa frente já produziu transformações nos hospitais de Tramandaí, Regional de Santa Maria e Regional do Vale do Rio Pardo.

Projeção digital dos quartéis do Corpo de Bombeiros Militar, cujas cores predominantes serão serão azul e vermelho

Também contam com padronizações:

Em todos eles, o princípio é o mesmo: respeitar a identidade e a função de cada espaço, mantendo a coerência visual do patrimônio público gaúcho.

Nos quartéis do Corpo de Bombeiros Militar, predominam as cores azul e vermelho, enquanto as edificações da Brigada Militar utilizam a tonalidade camurça como elemento principal. Nas unidades da Polícia Militar, também se destacam as chapas metálicas perfuradas aplicadas nas fachadas, que proporcionam ventilação natural e criam efeitos de luz e sombra, conferindo mais leveza e dinamismo às estruturas.

Nas Crops e nas Coordenadorias Regionais de Saúde, a identidade visual valoriza as cores oficiais do Estado e a presença do brasão institucional nas fachadas. Nas instalações da TVE e FM Cultura, por sua vez, foram adotadas cores vibrantes, como verde e roxo, reforçando a linguagem contemporânea e a identidade cultural dos espaços.

"A padronização dos espaços públicos é um dos legados que esta gestão deixa para o Rio Grande do Sul. Não se trata apenas de intervir numa fachada ou ambientes internos, é sobre fazer com que cada gaúcho, ao entrar em uma escola, em um hospital ou em qualquer prédio do Estado, sinta que aquele espaço foi pensado para ele", conclui Izabel.

Texto: Marluci Brock/Ascom SOP
Edição: Secom